Ver o filme pelos olhos de Zurlini é entender que o amor, às vezes, é mais sobre cuidar do que ter. A narrativa transborda uma solidão ingênua que vai se perdendo pela dureza da vida — o dinheiro que falta, a idade que distancia, o futuro que não existe.
Ficam as palavras perdidas e o abraço nunca dado, mas eternizado.
Uma saudade perene que me fez criar, em silêncio, mil finais diferentes.
No meio desse enlace, a única regra é a ausência de afeto, mas o filme desconstrói isso brilhantemente. Existe o prazer gráfico, o suor e o sexo, mas a verdadeira protagonista aqui é a solidão que grita nos momentos de silêncio. Belo e doloroso na mesma medida. A trilha sonora final encerra o ciclo com perfeição.
Bugonia: A audácia de Yorgos Lanthimos e o charme do hospício
Como ousa o Yorgos Lanthimos entrar na minha casa para me fazer passar raiva? Eu simplesmente não aceito essa falta de respeito.
O filme mergulha de cabeça no chorume das teorias da conspiração — e sim, temos terraplanistas, porque o absurdo não tem limite. A obra exala aquela energia clássica do diretor, uma mistura indigesta (e deliciosa) de O Sacrifício do Cervo Sagrado com O Lagosta, flertando descaradamente com o horror corporal de Cronenberg. É uma experiência bipolar: num minuto você está claustrofóbico, no outro sente um conforto estranho, quase perverso.
Existem conflitos internos e aquele humor tragicômico de quem ri para não chorar. Sei que os críticos de plantão vão revirar os olhos e dizer que é "mais do mesmo", acusando o diretor de não se reinventar. Mas, honestamente? No que ele se propõe a fazer — que é deixar a gente desconfortável e fascinado —, ele entrega tudo. Se é para ser "mais do mesmo" com essa qualidade, que mandem mais.
Descobri que é um remake (Save the Green Planet!), e parabéns aos envolvidos: o filme é tão interessantíssimo que aniquilou qualquer vontade minha de ver o original.
Pra quê estragar a magia dessa loucura com comparações?
A busca pelo outro se volta para dentro, como um corpo que, na falta de comida, começa a digerir os próprios músculos.
Há apenas Shell (a filha) e Pete (o pai). E quando você remove a barreira da cultura, o que sobra não é liberdade; é uma prisão de carne.
A psicanálise aponta que o desejo incestuoso é o desejo do retorno ao "Um", a fusão total, a recusa da diferença. Pai e filha no filme vivem essa simbiose parasitária.
A tensão sexual entre eles não é glamourizada. É sufocante. É o terror de perceber que a única pele quente num raio de quilômetros é a da pessoa que você não deveria tocar. O filme constrói um "pavor doméstico": o medo não de um monstro lá fora, mas do monstro que cresce no silêncio da mesa de jantar.
O final é a única solução possível, e ainda assim é devastador.
Não há final feliz no incesto, apenas a escolha entre a aniquilação mútua ou a amputação brutal.
Como diz o velho ditado: remédio pra doido é um doido e meio!
Os fãs de clássicos franceses preto e branco — daqueles com legenda em inglês — provavelmente diriam que esse filme é péssimo. Mas, assim como o gosto excêntrico dessa galera, essa opinião é questionável.
Confesso que fui assistir com os dois pés atrás, mas a trama me desarmou. O filme é bem conduzido e, mesmo com um enredo que já vimos em mil outras versões, ele consegue entregar uma grande surpresa.
Sou entusiasta da filmografia de Michel Franco, conhecido por abordar temas tabus e delicados. No entanto, nesta obra ele erra feio. O marasmo que domina a narrativa ultrapassa a tela, criando um clima apático e anticlimático constante. Mesmo as cenas de sexo — assinatura do diretor que reconheço a quilômetros — aqui não chocam, tampouco excitam. A trama revela-se vazia, sugerindo clímaxes que jamais se concretizam. O desfecho, embora não seja desastroso, não é suficiente para salvar o filme.
Impossível não se identificar com alguma coisa aqui. Nem que seja com o silêncio cúmplice que sufoca o grito de nojo, a súplica muda. Aquele vazio indigesto que atravessa a tela te corrói por completo, feito ácido. Assisti sem a menor expectativa e, no fim, me peguei encarando cada frame como se tentasse encontrar ali uma resposta para o próprio abismo. Doeu. Doeu pra caralho, pra ser sincera. Mas, como tudo que nos confronta, a gente engole seco e segue em frente. A vida continua, né?
Um abismo se abriu diante dos meus olhos e eu quase não consigo acreditar no que acabei de ver. Tentar esclarecer o que senti diante do filme é quase impossível! Uma trama tão pesada e obscura como essa chega a me cegar de tanto asco/desejo e nojo!
Eu, que sinto (inegavelmente) um fetiche pela cerne do filme, me vi realmente diante de um monstro!!!!
Confesso que ao iniciar esta resenha, a palavra "tesão" ecoa com força na minha mente. E não é por acaso! "Femme" transcende a mera categoria de "filme", transformando-se numa experiência visceral e provocante que nos convida a explorar os limites da representação queer no cinema.
A aura que permeia cada frame é inegavelmente magnética. A força e a vingança, personificadas por personagens LGBTQIA+ complexos e multifacetados, ecoam como um hino à autoafirmação. A cada cena, a tensão se eleva, culminando em momentos de pura catarse que, sem dúvida, ativaram meu ponto G cinematográfico!
No entanto, é preciso reconhecer que o final, embora potente, pode deixar um gostinho de quero mais em alguns espectadores. A jornada épica que antecede os momentos finais é tão rica em detalhes e reviravoltas que, de certa forma, a resolução pode parecer um tanto anticlimática.
-Por que você se casou com meu pai? -Porque ele tem dois bons filhos. -O que você quer de mim? -Quero passar minha mão em seu corpo nu… -só isso? -entre outras coisas, não… A luxúria sussurrada entre as linhas da imaginação…
Este filme me tocou em lugares profundos do meu imaginário , explorando temas que para mim ecoam como desejos secretos. O relacionamento entre a madrasta e seus dois enteados, carregado de um tabu inconfessável, pulsa com uma sensualidade latente.
Faustine, com sua curiosidade insaciável, mergulha em um turbilhão de desejo, medo e uma coragem hesitante. Ela se entrega ao seu próprio mundo imaginário – um refúgio que também me é familiar – buscando ali uma completude que a realidade se recusa a oferecer. O narcisismo que permeia cada personagem adiciona uma camada extra de complexidade a essa teia de paixões proibidas. Em sua essência, o filme é um retrato vívido de uma libido que reside nas profundezas do nosso subconsciente, à espera de ser despertada.
A câmera, com sua dança lenta e sensual pelos corpos, olhares e bocas, acende a imaginação de uma forma inebriante. A possibilidade de se identificar com as emoções e desejos ali retratados é deliciosamente provocante, mesmo quando a narrativa se perda em devaneios ocasionais.
A verdadeira chama reside nos diálogos sussurrados, nos olhares carregados de intenção que se cruzam no ar, nas bocas entreabertas em antecipação e nas mãos que deslizam pelos contornos dos corpos, como se explorassem um território proibido. É nesse jogo de sedução silenciosa que o filme encontra sua verdadeira força, incendiando os meus sentidos e deixando um rastro de desejo persistente.
Só quem já teve um “Joachim” na vida sabe o que é sentir desejo e ódio ao mesmo tempo.
Se você não gosta de filmes lentos, subentendidos, evite, esse não é para você!
Há quanto tempo estão casados? Seis? E ainda não têm filhos…e a vida pra vocês não têm sentindo. Pra mim a vida é tudo…significa riqueza, riscos e dança, gosto de rosas, minha mãe, gosto de cães, gosto de mulheres que fumam e que não fumam, adoro viver, muito… (E aquele olhar vazio mais cheio de sentimento do Delon)
“Sempre que a vejo, eu só quero…sabe, o que quero…despir ela…quero amarrá-la, quero foder ela, foder, foder, foder, até ela pedir por socorro, e então, eu quero…colocá-la de bruços e foder ainda mais. E tão forte que meu pau atravesse o corpo dela. E que a minha porra esguiche na boca dela.” …não que eu pudesse fazer isso de fato… Nos primeiros 10 minutos somos vítimas complacentes de tudo que acontece, mas nada, nada nos prepara para o diálogo entre o pai e o filho, nada!
Como reduzir a identificação com algumas cenas ou excertos sem se sentir a pessoa mais escrota e horrenda do mundo?
Happiness é um retrato corajoso e imoral da indolência (escondida) de muitos. O ‘de perto, ninguém é normal’ aqui é levado ao extremo.
Repulsa, nojo, medo são o mínimo que se pode sentir. A essência da história toda é a doentia mente humana. Foi uma grande experiência.
A pouca audácia, a sensação de já ter visto alto parecido antes, compõem o filme. Altos e baixos, mas sempre com uma linha tênue muita engraçada de se ver. O Rio na década de 70/80 apenas ludibriante. E o que falar de Toquinho, apenas um azarado da vida kkkkk coitado! Me arrancou sinceras risadas. A chanchada ficou só na nomenclatura posta, pois entre outros que já vi, esse de longe é “leve”, no mais, o filme entretém! Recomendo!
Sinto que aos poucos estou chegando no limbo da minha degradação como ser humano, por ter curiosidade de ver filmes como esse. Chegar até aqui, é sinal que algo está muito errado.
Apesar do filme ser fraquíssimo e abordar superficialmente o tema, é horrível ver algumas cenas, ainda que a química entre os atores não seja das melhores, incomoda bastante.
Com o filtro e o clima dos anos 2000, acompanhamos uma adolescente que busca retomar o vínculo afetuoso com seu pai, mas logo os valores familiares são invertidos, e uma atração entre eles começa a surgir.
O desgraçamento por aqui continua, e o trauma da vez foi esse. Cheio de camadas, mistérios, curiosidades e até mesmo a Madonna, O Jardim de Cimento não é mais um filme qualquer sobre incesto.
Uma atmosfera sombria, um humor negro que tem a sapiência de nós fazer rir, em meio ao mais assombroso caos.
Charlotte Gainsbourg, realmente nasceu pra esse tipo de trama, sendo que anos depois fez Ninfomaníaca. Aqui, em meio a uma calmaria devastadora, vemos surgir uma relação bem mais que sanguínea com seu irmão Jack, vivido pelo Andrew Robertson, que na época estava assim 🤌🏻🤧
O filme fala sobre liberdade, identidade sexual, relações familiares. E como todos do tema, esse filme tem seu público. Lento, com um erotismo que fica entre várias linhas.
O final é apenas soberbo.
O mais estranho do filme todo é o babado que o tio dirigiu a sobrinha, aos poucos isso me faz perder o trauma de All Things Fair😭
“Papai eu não sei, mais mamãe está no caixão de cimento lá embaixo” 🗣️🗣️🗣️🗣️🗣️
Tema bastante espinhoso, aqui retratado de forma tão romantizada que me vi torcendo para que houvesse um final “feliz”.
Meio-irmãos separados desde a infância, passaram a adolescência sem se ver, se reencontram já adultos, cada um com sua vida estabelecida, com seus respectivos parceiros. Porém a calmaria tem seus dias contados.
O tabu familiar é discreto e exposto de forma bem atual, voraz em muitos momentos, como nas cenas de sexo, que me deixaram com aquele sorriso culposo de merda. Credo.
•Simon uma espécie de James Spader Norueguês
•as cenas de sexo nuuuuuuuuussa que voraz, foram tão fortes que até foram avaliadas no filmow ahahahahaha
•por que maldição quando o filme desse acaba a gente fica ao mesmo tempo satisfeito e se sentindo a PIOR PESSOA DO MUNDO!?
•a cena do banheiro…quem NUNCA passou por algo igual não sabe o que é viver
Miss Violence de uma forma inimaginável. Que nojoooooooooooo!!! O final, tive medo do que imaginei, horrendamente querendo que tivesse acontecido algo. Porém, agora eles teriam, paz.
A Moça com a Valise
4.1 22 Assista AgoraVer o filme pelos olhos de Zurlini é entender que o amor, às vezes, é mais sobre cuidar do que ter. A narrativa transborda uma solidão ingênua que vai se perdendo pela dureza da vida — o dinheiro que falta, a idade que distancia, o futuro que não existe.
Ficam as palavras perdidas e o abraço nunca dado, mas eternizado.
Uma saudade perene que me fez criar, em silêncio, mil finais diferentes.
Pillion
3.2 94A submissão e o submisso.
No meio desse enlace, a única regra é a ausência de afeto, mas o filme desconstrói isso brilhantemente. Existe o prazer gráfico, o suor e o sexo, mas a verdadeira protagonista aqui é a solidão que grita nos momentos de silêncio. Belo e doloroso na mesma medida. A trilha sonora final encerra o ciclo com perfeição.
Bugonia
3.6 566 Assista AgoraBugonia: A audácia de Yorgos Lanthimos e o charme do hospício
Como ousa o Yorgos Lanthimos entrar na minha casa para me fazer passar raiva? Eu simplesmente não aceito essa falta de respeito.
O filme mergulha de cabeça no chorume das teorias da conspiração — e sim, temos terraplanistas, porque o absurdo não tem limite.
A obra exala aquela energia clássica do diretor, uma mistura indigesta (e deliciosa) de O Sacrifício do Cervo Sagrado com O Lagosta, flertando descaradamente com o horror corporal de Cronenberg. É uma experiência bipolar: num minuto você está claustrofóbico, no outro sente um conforto estranho, quase perverso.
Existem conflitos internos e aquele humor tragicômico de quem ri para não chorar. Sei que os críticos de plantão vão revirar os olhos e dizer que é "mais do mesmo", acusando o diretor de não se reinventar. Mas, honestamente? No que ele se propõe a fazer — que é deixar a gente desconfortável e fascinado —, ele entrega tudo. Se é para ser "mais do mesmo" com essa qualidade, que mandem mais.
Descobri que é um remake (Save the Green Planet!), e parabéns aos envolvidos: o filme é tão interessantíssimo que aniquilou qualquer vontade minha de ver o original.
Pra quê estragar a magia dessa loucura com comparações?
Shell
3.6 8O afeto se torna incestuoso por necessidade.
A busca pelo outro se volta para dentro, como um corpo que, na falta de comida, começa a digerir os próprios músculos.
Há apenas Shell (a filha) e Pete (o pai).
E quando você remove a barreira da cultura, o que sobra não é liberdade; é uma prisão de carne.
A psicanálise aponta que o desejo incestuoso é o desejo do retorno ao "Um", a fusão total, a recusa da diferença. Pai e filha no filme vivem essa simbiose parasitária.
A tensão sexual entre eles não é glamourizada. É sufocante. É o terror de perceber que a única pele quente num raio de quilômetros é a da pessoa que você não deveria tocar. O filme constrói um "pavor doméstico": o medo não de um monstro lá fora, mas do monstro que cresce no silêncio da mesa de jantar.
O final é a única solução possível, e ainda assim é devastador.
Não há final feliz no incesto, apenas a escolha entre a aniquilação mútua ou a amputação brutal.
Eternidade
3.5 181 Assista AgoraO amor (de fato) é menos complicado do que a gente imagina.
A Empregada
3.4 667 Assista AgoraComo diz o velho ditado: remédio pra doido é um doido e meio!
Os fãs de clássicos franceses preto e branco — daqueles com legenda em inglês — provavelmente diriam que esse filme é péssimo. Mas, assim como o gosto excêntrico dessa galera, essa opinião é questionável.
Confesso que fui assistir com os dois pés atrás, mas a trama me desarmou. O filme é bem conduzido e, mesmo com um enredo que já vimos em mil outras versões, ele consegue entregar uma grande surpresa.
Vale o play despretensioso!
Sonhos
2.9 13Sou entusiasta da filmografia de Michel Franco, conhecido por abordar temas tabus e delicados. No entanto, nesta obra ele erra feio. O marasmo que domina a narrativa ultrapassa a tela, criando um clima apático e anticlimático constante. Mesmo as cenas de sexo — assinatura do diretor que reconheço a quilômetros — aqui não chocam, tampouco excitam. A trama revela-se vazia, sugerindo clímaxes que jamais se concretizam. O desfecho, embora não seja desastroso, não é suficiente para salvar o filme.
How to Have Sex
3.5 159 Assista AgoraImpossível não se identificar com alguma coisa aqui. Nem que seja com o silêncio cúmplice que sufoca o grito de nojo, a súplica muda. Aquele vazio indigesto que atravessa a tela te corrói por completo, feito ácido. Assisti sem a menor expectativa e, no fim, me peguei encarando cada frame como se tentasse encontrar ali uma resposta para o próprio abismo. Doeu. Doeu pra caralho, pra ser sincera. Mas, como tudo que nos confronta, a gente engole seco e segue em frente. A vida continua, né?
Back Roads
3.2 17Irmãos/amantes
Fiquei até sem ar, esse me quebrou!
Um abismo se abriu diante dos meus olhos e eu quase não consigo acreditar no que acabei de ver. Tentar esclarecer o que senti diante do filme é quase impossível! Uma trama tão pesada e obscura como essa chega a me cegar de tanto asco/desejo e nojo!
Eu, que sinto (inegavelmente) um fetiche pela cerne do filme, me vi realmente diante de um monstro!!!!
Filme para poucos!!!!!!
Femme
3.8 67Confesso que ao iniciar esta resenha, a palavra "tesão" ecoa com força na minha mente. E não é por acaso! "Femme" transcende a mera categoria de "filme", transformando-se numa experiência visceral e provocante que nos convida a explorar os limites da representação queer no cinema.
A aura que permeia cada frame é inegavelmente magnética. A força e a vingança, personificadas por personagens LGBTQIA+ complexos e multifacetados, ecoam como um hino à autoafirmação. A cada cena, a tensão se eleva, culminando em momentos de pura catarse que, sem dúvida, ativaram meu ponto G cinematográfico!
No entanto, é preciso reconhecer que o final, embora potente, pode deixar um gostinho de quero mais em alguns espectadores. A jornada épica que antecede os momentos finais é tão rica em detalhes e reviravoltas que, de certa forma, a resolução pode parecer um tanto anticlimática.
Me segurei e olha…foi difícil!
Uma Lágrima... Um Amor...
3.2 2-Por que você se casou com meu pai?
-Porque ele tem dois bons filhos.
-O que você quer de mim?
-Quero passar minha mão em seu corpo nu…
-só isso?
-entre outras coisas, não…
A luxúria sussurrada entre as linhas da imaginação…
Este filme me tocou em lugares profundos do meu imaginário , explorando temas que para mim ecoam como desejos secretos. O relacionamento entre a madrasta e seus dois enteados, carregado de um tabu inconfessável, pulsa com uma sensualidade latente.
Faustine, com sua curiosidade insaciável, mergulha em um turbilhão de desejo, medo e uma coragem hesitante. Ela se entrega ao seu próprio mundo imaginário – um refúgio que também me é familiar – buscando ali uma completude que a realidade se recusa a oferecer. O narcisismo que permeia cada personagem adiciona uma camada extra de complexidade a essa teia de paixões proibidas. Em sua essência, o filme é um retrato vívido de uma libido que reside nas profundezas do nosso subconsciente, à espera de ser despertada.
A câmera, com sua dança lenta e sensual pelos corpos, olhares e bocas, acende a imaginação de uma forma inebriante. A possibilidade de se identificar com as emoções e desejos ali retratados é deliciosamente provocante, mesmo quando a narrativa se perda em devaneios ocasionais.
A verdadeira chama reside nos diálogos sussurrados, nos olhares carregados de intenção que se cruzam no ar, nas bocas entreabertas em antecipação e nas mãos que deslizam pelos contornos dos corpos, como se explorassem um território proibido. É nesse jogo de sedução silenciosa que o filme encontra sua verdadeira força, incendiando os meus sentidos e deixando um rastro de desejo persistente.
Só quem já teve um “Joachim” na vida sabe o que é sentir desejo e ódio ao mesmo tempo.
Se você não gosta de filmes lentos, subentendidos, evite, esse não é para você!
Terei o Direito de Matar?
3.7 8 Assista AgoraHá quanto tempo estão casados? Seis? E ainda não têm filhos…e a vida pra vocês não têm sentindo. Pra mim a vida é tudo…significa riqueza, riscos e dança, gosto de rosas, minha mãe, gosto de cães, gosto de mulheres que fumam e que não fumam, adoro viver, muito…
(E aquele olhar vazio mais cheio de sentimento do Delon)
✨Obra-prima✨
Felicidade
4.1 399“Sempre que a vejo, eu só quero…sabe, o que quero…despir ela…quero amarrá-la, quero foder ela, foder, foder, foder, até ela pedir por socorro, e então, eu quero…colocá-la de bruços e foder ainda mais. E tão forte que meu pau atravesse o corpo dela. E que a minha porra esguiche na boca dela.”
…não que eu pudesse fazer isso de fato…
Nos primeiros 10 minutos somos vítimas complacentes de tudo que acontece, mas nada, nada nos prepara para o diálogo entre o pai e o filho, nada!
Como reduzir a identificação com algumas cenas ou excertos sem se sentir a pessoa mais escrota e horrenda do mundo?
Happiness é um retrato corajoso e imoral da indolência (escondida) de muitos. O ‘de perto, ninguém é normal’ aqui é levado ao extremo.
Repulsa, nojo, medo são o mínimo que se pode sentir. A essência da história toda é a doentia mente humana. Foi uma grande experiência.
Sei exatamente quem adoraria ver esse…
Não Fale o Mal
3.3 653-sabe qual é o maior órgão sexual do nosso corpo?!
-não
-o cérebro, com ele podemos imaginar coisas impossíveis
Concordo
Um remake que (ao meu ver) pisa sem pena no homônimo. O elenco acertadíssimo! E McAvoy?! Um monstro, literalmente!
O Beijo no Asfalto
3.8 155Nosso Teorema!!!
“Meu ódio é amor”
Caralho!!!!
Babygirl
2.7 497 Assista AgoraAtentaaaaaaa!!! 👀
Nos Embalos de Ipanema
3.0 22A pouca audácia, a sensação de já ter visto alto parecido antes, compõem o filme. Altos e baixos, mas sempre com uma linha tênue muita engraçada de se ver. O Rio na década de 70/80 apenas ludibriante. E o que falar de Toquinho, apenas um azarado da vida kkkkk coitado! Me arrancou sinceras risadas. A chanchada ficou só na nomenclatura posta, pois entre outros que já vi, esse de longe é “leve”, no mais, o filme entretém! Recomendo!
Uma Ideia de Você
3.2 404 Assista AgoraQuando chegar a minha vez quero que seja IGUAAAAAALZINHOOOOO!!!!!
Hands of a Mother
4.0 1Traumatizante
Fogo Alpino
3.6 9Tenho nem o que dissertar sobre
Liebeskind
3.8 3Sinto que aos poucos estou chegando no limbo da minha degradação como ser humano, por ter curiosidade de ver filmes como esse. Chegar até aqui, é sinal que algo está muito errado.
Apesar do filme ser fraquíssimo e abordar superficialmente o tema, é horrível ver algumas cenas, ainda que a química entre os atores não seja das melhores, incomoda bastante.
Com o filtro e o clima dos anos 2000, acompanhamos uma adolescente que busca retomar o vínculo afetuoso com seu pai, mas logo os valores familiares são invertidos, e uma atração entre eles começa a surgir.
O Jardim de Cimento
3.8 67irmãos/amantes
O desgraçamento por aqui continua, e o trauma da vez foi esse. Cheio de camadas, mistérios, curiosidades e até mesmo a Madonna, O Jardim de Cimento não é mais um filme qualquer sobre incesto.
Uma atmosfera sombria, um humor negro que tem a sapiência de nós fazer rir, em meio ao mais assombroso caos.
Charlotte Gainsbourg, realmente nasceu pra esse tipo de trama, sendo que anos depois fez Ninfomaníaca. Aqui, em meio a uma calmaria devastadora, vemos surgir uma relação bem mais que sanguínea com seu irmão Jack, vivido pelo Andrew Robertson, que na época estava assim 🤌🏻🤧
O filme fala sobre liberdade, identidade sexual, relações familiares. E como todos do tema, esse filme tem seu público. Lento, com um erotismo que fica entre várias linhas.
O final é apenas soberbo.
O mais estranho do filme todo é o babado que o tio dirigiu a sobrinha, aos poucos isso me faz perder o trauma de All Things Fair😭
“Papai eu não sei, mais mamãe está no caixão de cimento lá embaixo” 🗣️🗣️🗣️🗣️🗣️
Homesick
3.2 16irmãos/amantes
Tema bastante espinhoso, aqui retratado de forma tão romantizada que me vi torcendo para que houvesse um final “feliz”.
Meio-irmãos separados desde a infância, passaram a adolescência sem se ver, se reencontram já adultos, cada um com sua vida estabelecida, com seus respectivos parceiros. Porém a calmaria tem seus dias contados.
O tabu familiar é discreto e exposto de forma bem atual, voraz em muitos momentos, como nas cenas de sexo, que me deixaram com aquele sorriso culposo de merda. Credo.
•Simon uma espécie de James Spader Norueguês
•as cenas de sexo nuuuuuuuuussa que voraz, foram tão fortes que até foram avaliadas no filmow ahahahahaha
•por que maldição quando o filme desse acaba a gente fica ao mesmo tempo satisfeito e se sentindo a PIOR PESSOA DO MUNDO!?
•a cena do banheiro…quem NUNCA passou por algo igual não sabe o que é viver
•insano até o talo
Zona de Conflito
3.8 19Primeira e única direção do Roth
Miss Violence de uma forma inimaginável. Que nojoooooooooooo!!! O final, tive medo do que imaginei, horrendamente querendo que tivesse acontecido algo. Porém, agora eles teriam, paz.
Um da filmografia da Tilda, obrigatório.
Tom, Craque demais!!!!