A bela e jovem mulher Aida Zepponi (Claudia Cardinale) se vê sozinha em Parma, após ser abandonada pelo amante, Marcello (Corrado Pani). Mesmo assim ela localiza o endereço dele. Marcello pede para Lorenzo (Jacques Perrin), seu irmão mais novo, que se livre dela, mas logo surge entre Aida e Lorenzo uma sólida amizade. Apesar dele ser mais novo, Lorenzo se apaixona por ela de tal maneira que faz tudo para agradá-la, inclusive lhe pagando coisas com um dinheiro que não é dele.
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Ver o filme pelos olhos de Zurlini é entender que o amor, às vezes, é mais sobre cuidar do que ter. A narrativa transborda uma solidão ingênua que vai se perdendo pela dureza da vida — o dinheiro que falta, a idade que distancia, o futuro que não existe.
Ficam as palavras perdidas e o abraço nunca dado, mas eternizado.
Uma saudade perene que me fez criar, em silêncio, mil finais diferentes.
Ela encontra nele a pureza de alguém que a vê de forma diferente e quer cuidar como ninguém jamais fez.
Ele encontra nela alguém com uma fragilidade, inocência e vigor atraentes, que faz seu olhar brilhar e nascer nele um sentimento extremamente puro.
Vai muito além de um romance. Trata-se muito mais de uma vontade de fazer o bem ao outro do que de concretizar uma relação. Há uma vontade de cuidar que nasce muito naturalmente. Uma bonita conexão genuína mesmo sabendo da impossibilidade de um futuro idealizado.
A tristeza de uma garota perdida. Mas que segue, e carrega uma vontade grande de viver algo melhor. Cardinale está lindíssima, encantadora.
O fascínio da juventude ao conhecer um sentimento novo e belo. De um adolescente movido pelo coração, que não julga, com imensa coragem e bondade.
O longa alterna o protagonismo, nos faz entender muito bem os dois personagens principais. Vemos os intensos sentimentos, desejos e inquietações. E também que a vida de um deles é e provavelmente será sempre mais sofrida.
Zurlini filma tudo com muito beleza e humanidade, mas também com muito tristeza nos olhares.
O muito bonito abraço derradeiro fica na memória. Um carinho que provavelmente nenhum dos dois tinham sentido antes.
No final, apesar das impossibilidades da vida(financeiras, de idade, do olhar da sociedade e dos relacionamentos anteriores), há a consciência de ambos que o melhor possível foi feito entre os dois.
Grande filme do excelente Valerio Zurlini.
Fui assistir esperando algo melhor, mas gostei do filme. Achei a primeira metade do filme superior ao resto dele, mas o destaque fica mesmo pela presença da Claudia Cardinale e de um jovem Jacques Perrin.
Zurlini explora todo o talento e beleza de Cardinale, musa incontestável do cinema italiano.
O cinema italiano é maravilhoso. Adorei esse drama romântico. Claudia Cardinale belíssima e talentosa e Jacques Perrin (o Totó de Cinema Paradiso) novinho. Bela história.