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Data de lançamento
6 Abril 2021Duração
Dave relutantemente finge ser o gerente do Hotel Poseidon, onde fungos cobrem as paredes. Ele perambula pelos corredores de seu hotel como um zumbi, sendo um espectador alheio ao acontece ao seu redor - sejam clientes sem dinheiro, sua mãe castrando-o com sua língua afiada ou uma tia doente cuja pensão mantém o lugar funcionando. Logo, ele perderá o equilíbrio e constatará que seu hotel é um purgatório existencial com demônios e criaturas lascivas que põem sua alma solitária à prova.
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BICHO eu confesso que tava fritando tanto assistindo esse filme que quando chegou na Suruba da Babilônia e a minazinha começou a falar português eu até sentei de onde tava deitada com medo de ter pegado no sono ou algo assim..............Que na época inclusive tinha começado a ler os livros Peter Johnson, em que o moleque é justamente o filho de Poseidon? Sei lá as encrenca de repente que o cérebro pode causar né
(eu vi até Akatsuki nesse caralho, tirei print pra botar ae hahahah)
Enfim, o que comentar desse filme? Familia é uma merda, felizmente temos sexos entre criar uma nova? Algos assim? ABAIXA A PORRAS DO VOLUME MEU VELHO - TEU TESÃO TÁ ALTO (E inconveniente TMI)...
Sobre o mergulhar na decrepitude e vários rolês que suspenderam até o ponto final lindão - valeu porém foi cansativo pra mente.
[*visto no Fantaspoa online 2022]
É bem por aí;
O mundo de alguém pode virar do avesso, simplesmente porque ele ou ela decidiu, um mínimo que seja, romper a barreira da rotina que o consome.
O vizinho do lado diz que falta a Dave fé. "Não tipo Budismo ou Catolicismo, mas em si mesmo." Em seguida o desafia: faça algo hoje que você não costuma fazer. O letárgico Dave sai da sua zona de conforto para uma jornada que não lhe pertence, mas que se torna sua a partir do momento em que ele age.
Ao intervir no destino assumindo um papel que é de outro, Dave vê as duas realidades - a sua, com seu passado, seus fantasmas e sua passividade e a do outro, o ausente e desconhecido gerente de um hotel que não funciona - se fundirem.
A chave da psique de Dave está no diálogo com a dona da funerária:
- Qual caixão você gostaria?
- Um que feche.
O filme é uma Farsa contemporânea, e desempenha muito bem esse papel com humor genuíno e elevado, contrastando sempre com a morbidez visual e temática. O personagem principal, uma criança em corpo de adulto, que parou no tempo com a morte do pai (ou que, numa interpretação mais espírita, encontra-se no Umbral), vaga entre um mundo material putrefeito e um outro fantasmagórico, alucinatório, surreal e imaterial, confundindo-os. Não sabe o que é morte e o que é vida porque desconhece a linha tênue que separa o animado do inanimado.
O ambiente está em decomposição, e por esse cenário transitam inúmeros fantasmas.
A decadência de Davel é tamanha que ele chega ao ponto de, nessa fusão fantasia/fantasmas + material/morte, reencenar (talvez para seu próprio entendimento de "vida" ou "existência") a evolução humana: aprisionado (prisão dentro da prisão - selva no fundo do mar) e sendo observado por figuras femininas, Dave retorna ao animal e dali, pelo contato com o único elemento externo de todo o filme (Nora), começa a ser, de novo, humano e pelo contato com a vida em formação, através de um filho, volta ele também a ser vivo - ou coisa parecida, já que ele cava com as próprias mãos a camada de terra e grama para voltar a pisar o chão encardido do hotel. Isso se dá numa representação horrenda do Éden.
Tudo acontece de forma tão arbitrária e aleatória quanto num pesadelo.
Em seguida, após concluir a jornada, Dave volta a seu papel, como numa personagem que, ou Pirandello riscou de "Seis Personagens à Procura de um Autor", ou caiu de paraquedas na peça "Sem Saída" de Sartre.
Pode-se dizer que o tema da obra é a existência, ou a ausência desta: a morte.
Ou que Dave alucinava por causa do ar tomado pelas partículas do mofo das paredes?
Pode-se dizer muito sobre o filme, mas compreender muito pouco. Felizmente, não é preciso compreender para apreciar e esse filme é, além de tudo, extremamente divertido e até mesmo agradável!
O diretor usa muito bem o grotesco para construir um universo surreal, no espaço reduzido de um hotel. Apesar da ótima edição, da boa montagem, de cenário e figurinos bastante originais e fortes, de uma direção de arte qualificada, da fotografia equilibrada e da direção segura, o filme talvez passasse melhor como peça de teatro.
Filme tem uma direção de arte e uma preocupação estética para realçar o verde e o tom do limo , tem suas qualidades técnicas mas é um filme pouco convencional para um público restrito dentro do restrito.
Tão ruim que causa depressão em quem assiste.