Com um belíssimo uso da trilha sonora e um drama que mesmo simples é extremamente delicado e sensível, o filme consegue comover sem apelar para o melodrama ou diálogos pedestres.
a Ava DuVernay conta histórias de drama humano, descobrindo beleza e poesia em sons, imagens e interações, mas esse é um talento que ela viria a refinar mais tarde. I Will Follow é o primeiro filme dela e dá pra perceber, porque é encenado de uma forma meio desajeitada e, pra um filme que fala também de música, a trilha sonora é bem ruim, melosa e excessiva. além de que o Bradford Young faz muita falta: às vezes, esse filme tem a aparência de um daqueles filmes cristãos feitos pra TV. mesmo assim, é uma história tornada melhor por ser contada a partir do ponto de vista ainda relativamente raro no cinema de uma mulher negra madura, inteligente, bem resolvida. é um filme pequeno com a narrativa intimista e uma dramaturgia boa e sincera, que carrega um monte de sentimento e emociona aos poucos.
Quando alguém morre na família temos que lidar com as conseqüências. Como de costume, a morte de um ente querido traz consigo dezenas de conflitos dentro de uma família e por vários motivos, grande parte deles nunca são sobre a pessoa que faleceu, e sim sobre outros “interesses”. O filme parte desta premissa para construir um poderoso drama familiar sobre superação, seguir em frente, e jamais deixar de contemplar as pessoas que foram (e são) importantes em nossas vidas, baita estréia da talentosa diretora e roteirista Ava DuVernay.
Este filme aos poucos foi 'pegando' em uma ferida minha que estava latente, que de alguma forma evitava (ou, evito). O fato de a pessoa falecida ser avó, uma mulher avante de seu tempo, muito musical, cabelo afro gigante esvoaçante, carismática e simpática lembrou por demais a minha saudosa avó - que compartilhava das mesmas características e qualidades.
Despedir de um ente tão querido, não é tarefa fácil, mas necessário. O filme foi me machucando aos poucos, ao incitar (ou suscitar) que talvez não tenha me despedido apropriadamente ou da maneira que hoje gostaria que fosse. Uma grande ironia por detrás do título e da trama, que fala sobre seguir em frente, e eu somente conseguir olhar para trás.
Uma produção tão rica e contemplativa, que foi impossível não associar com a minha própria historia de vida e família. Roteiro poético, simples, vívido e recheado de diálogos afiados. Direção precisa que conduz 80 minutos em fluidez invejável, apoiado por bons desempenhos dos atores. Emocionou-me mais do que gostaria, agora sim posso endossar o caldo, e "Hype" que Ava DuVernay está angariando no Cinema Independente.Para aplaudir de pé...
filmão da porra
Linda maneira de se mostrar o processo de luto e de como se recolocar nas relações quando se diz adeus à uma.
Com um belíssimo uso da trilha sonora e um drama que mesmo simples é extremamente delicado e sensível, o filme consegue comover sem apelar para o melodrama ou diálogos pedestres.
a Ava DuVernay conta histórias de drama humano, descobrindo beleza e poesia em sons, imagens e interações, mas esse é um talento que ela viria a refinar mais tarde. I Will Follow é o primeiro filme dela e dá pra perceber, porque é encenado de uma forma meio desajeitada e, pra um filme que fala também de música, a trilha sonora é bem ruim, melosa e excessiva. além de que o Bradford Young faz muita falta: às vezes, esse filme tem a aparência de um daqueles filmes cristãos feitos pra TV. mesmo assim, é uma história tornada melhor por ser contada a partir do ponto de vista ainda relativamente raro no cinema de uma mulher negra madura, inteligente, bem resolvida. é um filme pequeno com a narrativa intimista e uma dramaturgia boa e sincera, que carrega um monte de sentimento e emociona aos poucos.
Quando alguém morre na família temos que lidar com as conseqüências. Como de costume, a morte de um ente querido traz consigo dezenas de conflitos dentro de uma família e por vários motivos, grande parte deles nunca são sobre a pessoa que faleceu, e sim sobre outros “interesses”. O filme parte desta premissa para construir um poderoso drama familiar sobre superação, seguir em frente, e jamais deixar de contemplar as pessoas que foram (e são) importantes em nossas vidas, baita estréia da talentosa diretora e roteirista Ava DuVernay.
Este filme aos poucos foi 'pegando' em uma ferida minha que estava latente, que de alguma forma evitava (ou, evito). O fato de a pessoa falecida ser avó, uma mulher avante de seu tempo, muito musical, cabelo afro gigante esvoaçante, carismática e simpática lembrou por demais a minha saudosa avó - que compartilhava das mesmas características e qualidades.
Despedir de um ente tão querido, não é tarefa fácil, mas necessário. O filme foi me machucando aos poucos, ao incitar (ou suscitar) que talvez não tenha me despedido apropriadamente ou da maneira que hoje gostaria que fosse. Uma grande ironia por detrás do título e da trama, que fala sobre seguir em frente, e eu somente conseguir olhar para trás.
Uma produção tão rica e contemplativa, que foi impossível não associar com a minha própria historia de vida e família. Roteiro poético, simples, vívido e recheado de diálogos afiados. Direção precisa que conduz 80 minutos em fluidez invejável, apoiado por bons desempenhos dos atores. Emocionou-me mais do que gostaria, agora sim posso endossar o caldo, e "Hype" que Ava DuVernay está angariando no Cinema Independente.Para aplaudir de pé...