Charles Chaplin interpreta um ajudante de um pequeno hotel e é apaixonado por uma moça da vila (Edna Purviance). Um moço vindo da cidade grande, começa a se interessar pela moça também. Só resta a Chaplin fazer de tudo para ganhar ela de volta.
Este curta me pareceu ter um tom mais, digamos, profissional, com construções mais bem trabalhadas, que bem poderiam estar num longa. Gostei principalmente do começo,
da interação do personagem com os animais para preparar o café da manhã.
Como andei lendo recentemente sobre as polêmicas da vida pessoal de Chaplin, em especial sobre sua vida sexual – o suficiente para me convencer de que o grande artista da sétima arte era também um homem
Aqui Chaplin se torna profissional: celuloide de qualidade, com boa resolução, cenários bem definidos, fotografia nítida e fugindo dos ambientes comuns, gravando muitas cenas ao ar livre e com animais. O público passa a encarar Chaplin não somente como o sujeito que levava multidões e fazia rir, mas também como alguém que tinha algo a transmitir. Então você percebe uma mudança de tom que precede O Garoto, com um foco cada vez maior no roteiro, em mostrar a história, o ambiente e o sentimento dos personagens e deixando de lado as gags contínuas. Não à toa que, em matéria de riso, é um dos menos engraçados do ator, mas um dos mais dolorosos. Se você acha que triste é ver o Chaves sendo chamado de ladrão é porque não viu aqui Chaplin sofrendo por amor.
Um Chaplin mais fraquinho, mas, ainda assim, tem seus bons momentos. Nenhuma cena me fez rir para valer, mas é inegável a engenhosidade de cenas como aquela da ponte e, por conta disso, o filme é divertido no geral.
Essa fase mais melancólica e galanteadora do vagabundo é muito boa, gosto quando Carlitos se dá bem no final.
Este curta me pareceu ter um tom mais, digamos, profissional, com construções mais bem trabalhadas, que bem poderiam estar num longa.
Gostei principalmente do começo,
da interação do personagem com os animais para preparar o café da manhã.
Como andei lendo recentemente sobre as polêmicas da vida pessoal de Chaplin, em especial sobre sua vida sexual – o suficiente para me convencer de que o grande artista da sétima arte era também um homem
estuprador e pedófilo –,
as ninfas (?) do bosque foram coagidas a compartilharem com ele não apenas a cena, mas também a cama.
Aqui Chaplin se torna profissional: celuloide de qualidade, com boa resolução, cenários bem definidos, fotografia nítida e fugindo dos ambientes comuns, gravando muitas cenas ao ar livre e com animais. O público passa a encarar Chaplin não somente como o sujeito que levava multidões e fazia rir, mas também como alguém que tinha algo a transmitir. Então você percebe uma mudança de tom que precede O Garoto, com um foco cada vez maior no roteiro, em mostrar a história, o ambiente e o sentimento dos personagens e deixando de lado as gags contínuas. Não à toa que, em matéria de riso, é um dos menos engraçados do ator, mas um dos mais dolorosos. Se você acha que triste é ver o Chaves sendo chamado de ladrão é porque não viu aqui Chaplin sofrendo por amor.
Visto em 15/04/22
Um Chaplin mais fraquinho, mas, ainda assim, tem seus bons momentos. Nenhuma cena me fez rir para valer, mas é inegável a engenhosidade de cenas como aquela da ponte e, por conta disso, o filme é divertido no geral.