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Data de lançamento
1 Set. 1994Duração
Por razões políticas o poeta Pablo Neruda se exila em uma ilha na Itália. Lá, um desempregado quase analfabeto é contratado como "carteiro" extra, encarregado de cuidar da correspondência do poeta. Gradativamente se forma uma sólida amizade entre os dois. O carteiro Mario, aos poucos, aprende a escrever seus sentimentos por Beatrice, e Neruda ganha, em troca, um ouvinte compreensivo para suas lembranças saudosas do Chile.
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Filme: O Carteiro e o Poeta
País: Itália
Ano: 1994
Diretor: Michael Radford // Visto no dia 24/06/2023
Gostei muito do filme. Ele foi adaptado do livro do escritor chileno Antonio Skármeta. Não li o livro, mas vendo o filme em si, gostei da adaptação: tem sensibilidade em abordar os diálogos, convívio, desenvolvimento da amizade entre Mario e Pablo Neruda, que na entrega das cartas no dia a dia, desenvolve um laço puro, sincero de uma amizade onde um confia no outro sobre os seus problemas, pensamentos. E também mostrou de forma delicada, sensível a vida pessoal de Mário: a vida simples com o pai, a região onde mora, em uma ilha linda na Itália. O longa deixa claro que o lugar que tem uma aparência paradisíaca, uma natureza peculiar mas ao mesmo tempo tem vários problemas estruturais: falta de água, praticamente quase todo mundo é analfabeto na ilha, o principal sustento da população simples é a pescaria. Aqui cita a politicagem que se aproveita das pessoas simples para benefício próprio ( como ocorre em todo lugar do mundo). Cita também o pensamento comum da demonização do comunismo e de seus intelectuais. Teve gente que odiou o exílio de Neruda na ilha por ser comunista. O pensamento da igreja católica em relação ao comunismo, que na verdade não é nenhuma surpresa, pois o catolicismo sempre considerou o comunismo como atentado contra as leis naturais. Aqui a parte política é citada de forma breve, senti falta disso vindo de Neruda, pois fiquei curioso em saber como seria o pensamento político do escritor, mas aqui cita de forma breve. O legal é como isso germina no Mário com sua inocência e ingenuidade, vontade de aprender sobre o mundo. Adorei a trilha sonora, claro o mundo dos poemas: adoro poesia, sempre li muitos escritores que escreveram poemas fantásticos e ficaram na história como Carlos Drummond de Andrade, Paulo Leminski, Mônica Conceição etc...
Ver versos sendo recitados, criados, colocados em reflexão, é muito bacana. Foi uma homenagem a literatura poética de Neruda. Enfim os dois protagonistas fizeram papel simples mas marcante: Massimo Troisi, que infelizmente após 12 horas de terminar as filmagens, faleceu por causa de problemas cardíacos. Além do trabalho de Philippe Noiret, que caracterizou bem a mente criativa, inquieta , sensível e poética de Neruda. Um grande filme que fala de outra coisa que amo que é a literatura, especificamente a poesia. O filme tem belíssima fotografia, o lugar realmente é único. E imagino que obviamente, isso foi baseado em fatos reais, correto? Realmente existiu essa amizade e o Pablo deixou registrado em algum lugar? Enfim, recomendo bastante.
Nota: 9,0
28.097.2009
18.04.2005
"Uma coisa bonita na ilha? Beatrice Russo."
que filme tristemente belo!