Grazia ajuda o pai na sua peixaria em uma pequena cidade costeira degradada no sul da Itália. Por trás de suas feições insondáveis, ela anseia pelo irmão Pietro, desaparecidrado há muitos anos.
Apesar das falhas no roteiro, deixando em aberto algumas histórias que pareciam ter certa relevância para a construção dos personagens, fica impossível não avaliar bem esta obra. A atmosfera densa com a dificuldade de lidar com a morte, os tons de azul presentes em quase todas as cenas, me fez ser inserido completamente naquele contexto. A atuação da Miriam Karlkvist é fantástica e isso por si só já é um excelente motivo para assistir. O filme é curto, com aproximadamente 1h25 de duração. Com tantos elementos positivos (premissa, atores, fotografia), acaba sendo um desperdício muito grande fazer um filme com tempo insuficiente para desenvolver de forma adequada as histórias que se desenrolam a partir da trama principal. Obs.: A cena da dança no parque de diversões é absurdamente linda!
Definição cinematográfica de pastel de vento: não é ruim, é tecnicamente bem prendado, muito bonito, conta com atores promissores (o casal jovem é lindo!) e instigante em suas premissas enredísticas, mas é vazio, vazio, vazio... O roteiro não sabe o que abordar, possui inúmeras subtramas abandonadas sem resolução (o relacionamento entre pai e vizinha de loja, as aparições da avó, a dívida monetária que ronda os personagens, etc.). Poderia ser ótimo, possuía uma mensagem final bem-intencionada (a libertação interna através do amor e da descoberta das feridas em aberto), mas soçobra em prol de uma estilização indefinida, sem vigor. A direção é tímida, covarde, não enfrenta a beleza das situações (vide o que poderia ser extraído da seqüência da dança no parque de diversões), uma pena! (WPC>)
Apesar das falhas no roteiro, deixando em aberto algumas histórias que pareciam ter certa relevância para a construção dos personagens, fica impossível não avaliar bem esta obra.
A atmosfera densa com a dificuldade de lidar com a morte, os tons de azul presentes em quase todas as cenas, me fez ser inserido completamente naquele contexto. A atuação da Miriam Karlkvist é fantástica e isso por si só já é um excelente motivo para assistir.
O filme é curto, com aproximadamente 1h25 de duração. Com tantos elementos positivos (premissa, atores, fotografia), acaba sendo um desperdício muito grande fazer um filme com tempo insuficiente para desenvolver de forma adequada as histórias que se desenrolam a partir da trama principal.
Obs.: A cena da dança no parque de diversões é absurdamente linda!
Definição cinematográfica de pastel de vento: não é ruim, é tecnicamente bem prendado, muito bonito, conta com atores promissores (o casal jovem é lindo!) e instigante em suas premissas enredísticas, mas é vazio, vazio, vazio... O roteiro não sabe o que abordar, possui inúmeras subtramas abandonadas sem resolução (o relacionamento entre pai e vizinha de loja, as aparições da avó, a dívida monetária que ronda os personagens, etc.). Poderia ser ótimo, possuía uma mensagem final bem-intencionada (a libertação interna através do amor e da descoberta das feridas em aberto), mas soçobra em prol de uma estilização indefinida, sem vigor. A direção é tímida, covarde, não enfrenta a beleza das situações (vide o que poderia ser extraído da seqüência da dança no parque de diversões), uma pena! (WPC>)
o filme é muito bonito, mas todos, absolutamente todos os personagens precisam urgente de terapia.