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Duração
Excelente e famoso documentário em que Dusan Hanák parte do anonimato de macróbios eslovacos e ensina a fazer um filme que nos faz rever certas relamações do nosso dia a dia.
"Diga-nos o que vale a pena na vida?" Creio que é a única frase dita pelos entevistadores durante todo o relato.
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essa obra é tão introspectiva e íntima como um sussuro ao pé do ouvido, reflexiva ao ponto onde torna-se impossível não ser abatido por uma ensimesmação absoluta; a velhice deve ser triste e solitária, e a impressão que se tem é a anulação de todos os anos passados; mais próximos da morte do que dos anos de jovialidade, uns até mesmo invocam a iminência da morte, num ato de desespero gracioso, e festejam dionisiacamente as simplicidades de uma vida rural e bonançosa; o documento é tão belo quanto ter uma farta desilusão desfeita; a senilidade deve fazer cair tanta esperança até sobrar alguma coisa de metafísica, digo, não além do físico, mas mais duramente físico; os testemunhos dos entrevistados mostram que a vida coleciona pequenezas... não há mistério, mistério é haver mistério; uns esqueceram, outros nunca souberam, outro ainda é visto falando sobre a gravidade lunar e acerca das estrelas longínquas; ou então, num gesto mais ou menos resignado, um senhor aprecia a última e quieta presença de um cigarro e de um gato: achei muito bonito todos esses atos e discursos amenos
Uma bad só :/
Com edição nacional em DVD pela Lume Filmes, este documentário aborda questões existenciais e cotidianas de pessoas idosas, simples, solitárias, mesclando seus relatos com imagens de seus afazeres. Aparentemente simples, vale a pena ser visto.
"Eu não sei" " Eu me esqueci" ai
é bom de doer