A infeliz trabalhadora agrícola Mei rouba dinheiro do namorado Seng, embarca em um navio para o Japão e o deixa com o coração partido. Mas quando ela é deportada, é Seng que a recebe no porto por uma noite de reflexão amarga.
A fotografia desse curta ❤️ e a dicussão sobre pensar que nosso caminho será mais bonito em outro lugar. Me pego pensando assim desde da adolescência. Talvez o nosso lugar seja onde e quando a gente se encontrar de fato, mas dificilmente isso ocorre, porque sempre estamos buscando algo, mesmo nem sabendo o que é.
O correlato EXALAÇÃO não funcionou tanto comigo, por achá-lo emocionalmente chantagista, de modo que, ao ler esta sinopse, cri que me depararia com o mesmo problema aqui. Felizmente, enganei-me: malaio que é, o diretor Yeo assume o seu parentesco nacional com o supremo Tsai Ming-Liang e mostra uma cidade permeada pelo lixo e pelo distanciamento afetivo entre as pessoas. A diferença é que ele crê na comunicabilidade. Por mais doloroso que seja a assunção do destino, ao final, o diretor não deixa seus personagens (e espectadores) desamparados: as imagens de cerejeiras são bastante enternecedoras. Malgrado possuir a melancolia como tema comum aos seus curtas-metragens, Edmund Yeo é versátil em ambientação e condução narrativa. Este filme é o mais sociológico dentre os que vi dele até agora. Ótimo! (WPC>)
A fotografia desse curta ❤️ e a dicussão sobre pensar que nosso caminho será mais bonito em outro lugar. Me pego pensando assim desde da adolescência. Talvez o nosso lugar seja onde e quando a gente se encontrar de fato, mas dificilmente isso ocorre, porque sempre estamos buscando algo, mesmo nem sabendo o que é.
Achei genial a cena demarcatória da passagem do tempo...
Talvez tenha sido muito curto para me suscitar qualquer reflexão mais profunda.
O correlato EXALAÇÃO não funcionou tanto comigo, por achá-lo emocionalmente chantagista, de modo que, ao ler esta sinopse, cri que me depararia com o mesmo problema aqui. Felizmente, enganei-me: malaio que é, o diretor Yeo assume o seu parentesco nacional com o supremo Tsai Ming-Liang e mostra uma cidade permeada pelo lixo e pelo distanciamento afetivo entre as pessoas. A diferença é que ele crê na comunicabilidade. Por mais doloroso que seja a assunção do destino, ao final, o diretor não deixa seus personagens (e espectadores) desamparados: as imagens de cerejeiras são bastante enternecedoras. Malgrado possuir a melancolia como tema comum aos seus curtas-metragens, Edmund Yeo é versátil em ambientação e condução narrativa. Este filme é o mais sociológico dentre os que vi dele até agora. Ótimo! (WPC>)