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A jornada musical de Paris Hilton através de imagens raras e momentos íntimos, desde seu álbum de estreia até seu trabalho mais recente. Um olhar cru sobre sua evolução como artista e ícone, mesclando performances com revelações pessoais.
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Depois do documentário “This is Paris” (2020), a modelo, cantora e atriz Paris Hilton volta aos holofotes para contar mais de sua biografia em “Infinite icon” (2026), doc lançado nos cinemas brasileiros no último fim de semana pela Sato Company. O filme se aproveita da nova turnê musical de Paris, que dá nome ao último álbum dela, “Infinite icon”, que entrelaça partes do show em Los Angeles e entrevistas recentes dela. Tem uma construção em formato de lembranças, por isso o subtítulo “Memória visual”: Paris conta sobre a infância e juventude, de sua família rica e poderosa (ela é neta do fundador da rede de hotéis Hilton), os abusos físicos e mentais quando ficou em um internato para jovens até os primeiros passos na música na cultura clubber (o que lhe rendeu críticas ofensivas). Ela relembra o estrelato no mundo da mídia (passando pela moda, música, o cinema e os reality shows), fala com emoção o tempo do internato e as críticas pesadas quando era motivo de chacota em manchetes de tabloides. Ela traz para o filme o parceiro, Carter Reum, pai de seus dois filhos, nascidos de barriga de aluguel, e os reais motivos para voltar ao cenário da música - ela lançou apenas um álbum, em 2006, até chegar “Infinite icon” 20 anos depois. A montagem inclui entrevistas novas e antigas, vídeos caseiros, reportagens e cenas do show atual, bem como momentos de bastidores (como um making of). Um presente para os fãs dela, um filme bem realizado com estética própria do mundo multicolorido de Paris. Dirigido por J.J. Duncan e Bruce Robertson, conta com participação de Sia, que fez parceria em seu novo disco. POR FELIPE BRIDA - Blog Cinema-naweb blogspotcom