Gosto bastante dos trabalhos anteriores do jovem co-diretor, mas estranhei negativamente a ausência de sensualidade neste novo filme. Mais que isso, frustrei-me com a vacuidade do discurso do protagonista: mesmo que seja intencional enquanto autocrítica (vide o modo ridículo como o personagem é mostrado exercitando-se), a verborragia desagradável do mesmo confunde-se com a desenxabidez da narrativa, que adere à forma do falso documentário metalingüístico. Nalguns momentos, parece que os diretores estão levando a sério aquele tom sub-esotérico de arqueologia familiar. Demora para que os enquadramentos inspirados apareçam (somente quando o protagonista sobe a Pedra da Gávea), mas mesmo estes direcionam-se sobretudo a quem conhece o Rio de Janeiro. Estranhei o tom condescendente com que alguns programas da TV Globo são citados. Não funcionou quase nada comigo, infelizmente. Mas sigo engrossando o rol de fãs de João Pedro Faro... (WPC>)
Gosto bastante dos trabalhos anteriores do jovem co-diretor, mas estranhei negativamente a ausência de sensualidade neste novo filme. Mais que isso, frustrei-me com a vacuidade do discurso do protagonista: mesmo que seja intencional enquanto autocrítica (vide o modo ridículo como o personagem é mostrado exercitando-se), a verborragia desagradável do mesmo confunde-se com a desenxabidez da narrativa, que adere à forma do falso documentário metalingüístico. Nalguns momentos, parece que os diretores estão levando a sério aquele tom sub-esotérico de arqueologia familiar. Demora para que os enquadramentos inspirados apareçam (somente quando o protagonista sobe a Pedra da Gávea), mas mesmo estes direcionam-se sobretudo a quem conhece o Rio de Janeiro. Estranhei o tom condescendente com que alguns programas da TV Globo são citados. Não funcionou quase nada comigo, infelizmente. Mas sigo engrossando o rol de fãs de João Pedro Faro... (WPC>)