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Data de lançamento
8 Set. 2015Duração
Uma versão pós-moderna de uma tragédia grega acontece em um importante teatro em Atenas. Como todas as noites, o público toma seus lugares e a peça começa. De repente, as luzes do palco se apagam. Um grupo e pessoas jovens, vestidos de preto e carregando armas, entram no palco. Eles se desculpam pela interrupção e combinam as pessoas da platéia para participar no palco. A peça continua com uma grande diferença; a vida imita a arte e não o contrário.
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No momento do teatro, a peça se inicia quando é tempo de se iniciar a peça, e ela acaba quando é tempo de acabar. Supomos que esses tempos encerrem determinada estrutura: entramos no teatro, sentamos na cadeira, esperamos as luzes se apagarem e os atores iniciarem seu papel. Tem-se aí a linha de início temporal. Tem-se o primeiro ato, o segundo, o terceiro, e uma conclusão catártica. Luzes se acendem, atores agradecem à salva de palmas, você pondera, estica, levanta e vai embora. Tem-se aí a linha temporal que traz de volta a realidade (ou te traz de volta a ela). Ocasionou-se, também, de fazermos ficção no teatro, sobretudo no palco. Em toda ocasião, elegemos dado espaço, alguns metros à nossa frente, como nova fenda na realidade, e o que então acontece ali não é mais real, mas ficção.
Dentro dessa bolsa imaginária, quase tudo é permitido, e há apenas uma condição de entrada: a suspensão do juízo, epoché, descrença simbólica. Não tomamos como real e, de repente, aquilo não é mais real. Suspende-se a linha fundamental num simples ato de arbítrio coletivo e se aprecia a desordem ficcional em sua jaula espaço-temporal. Caso a jaula se rompa, a desordem rompe junto? Cessa o mito? Retorna o juízo? Não. O juízo já está muito longe, foi consumido no momento de sua concepção. Talvez ele já tenha retornado e esteja disfarçado entre os figurantes. Talvez não esteja em nosso controle, e não passe de uma convenção tão arbitrária quanto (im)possível. Quando se percebe o peso dessa distinção (ou sua leveza), tem-se o enjôo da ambiguidade. Sem qualquer linha, não há determinação de tempo ou espaço. Sem isso, não há determinação do que pode e do que não pode, do que existe e do que não existe, do lugar e do não-lugar ou do tempo e do não-tempo. Tampocou do que é o que não é.
Ficção e realidade se mostram ambíguas por si só pois são fundadas num mesmo ato de volição, que não pode nascer de um grande consenso racional, mas de um encontro casual. A razão, aí, tem a mesma força que qualquer outro símbolo: cumprir seu (restrito) papel como peça da estrutura, não maior nem menor que qualquer outra, e de mesma importância para o funcionamento do todo. Razão e absurdo. Lógica e mentira. Realidade e ficção. Emoção e akrasia. Tudo opera em valor equivalente, e quando a tensão é entre forças iguais, prevalece sempre a mais forte. A força que sutura o tecido do real novamente não poderia ser outra: a catarse. A transformação foi exitosa, a operação foi um sucesso. Acendem as luzes, você pondera, estica, levanta e vai embora.
Sério, agora, curti demais. Gosto muito dessas metanarrativas que quebram todos os parâmetros. É algo bem delicado e fácil de fazer caquinha, mas quando é bem feito, é MUITO bem feito.
Gente, sinceramente? Nada demais, arrastado em demasia, cenas super estimadas, mal feitas, muito tempo num mesmo ato, em torno da mesma coisa, falas repetitivas... enfim nada demais mesmo, tentou ser diferente e ficou uma bosta qualquer
GENTE
EU SENTI O IMPACTO
Pensa em um filme estranho e ao mesmo tempo fascinante. Seu enredo é construído de forma bastante criativa e estranhamente crível. Portanto, os debates propostos (como vingança, moralidade, sociedade, real x virtual, etc) são extremamente bem contextualizados e impactantes. Consequentemente fazendo o espectador refletir internamente e externamente. Além da direção também ser espetacular. Oque me desagradou um pouco foi a sua extensa duração e algumas coisas que o filme joga sem intenção de explicar. No geral, gostei bastante, tive até exaustão com um misto de encantamento assistindo-o.
Só aguentei assisti 22 minutos desse LIXO para pseudos intelectuais...
Quando vi que se trata de uma BALELA feita pra fazer meu tempo um DESPERDÍCIO, eu pulei fora.
Chega de MERDAS enroladas assim. Eu quero é FILME com história e narrativas que chegue o mais perto do real e que me faça interagir, e não BOCEJAR!
NOTA: 2,0