No início da Segunda Guerra Mundial, um submarino alemão danificado é abandonado na costa do Canadá.
Presos em solo canadense, o capitão Lieutenant Kuhnecker e seus homens tentam chegar o mais rápido possível aos Estados Unidos, país neutro na guerra, ou serão capturados. Chegando a um vilarejo remoto, os nazistas resolvem assumir o comando, mas durante o conflito, acabam perdendo seu comandante. Quem assume o controle é Lieutnant Hans Hirth que lidera os sobreviventes até o campo de refugiados alemães em solo canadense, Manitoba Hutterite, liderado por Peter. No campo, Hirth tenta converter seus compatriotas a nazistas, executando todos que se opuserem.
Produzido por Michael Powell, Paralelo 49 mostra como a dita "superioridade nazista" incentivou os americanos a unirem-se às forças aliadas. Este excelente filme de guerra, mesclado de suspense e drama humano, lhe rendeu 3 indicações ao Oscar®, sendo vencedor da categoria "Melhor História Original".
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Tirando o habitual defeito de propaganda de guerra (a visão exagerada da arrogância/burrice/crueldade do inimigo), é um filme notável, que ainda resiste à passagem do tempo. Produção de primeira, ótimo elenco (Laurence Olivier como um caçador franco-canadense matuto é uma pérola), paisagens magníficas, e grande trilha sonora de Ralph Vaughan Williams.
O sermão do “Peter” foi uma das coisas mais poderosas que assisti no cinema.
Imagina uma versão do Tarantino com uma sequência não linear dos fatos e uma morte "daquelas" para cada nazi. Nota 8,5
Depois de uma primeira parte meio monótona, "Paralelo 49" vai se tornando melhor ao passar do tempo. Uma das coisas mais interessantes está nos variados lugares e personagens que o grupo de alemães passa e interage, com destaque
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para a passagem deles na comunidade religiosa, onde um dos quatro nazistas mostra um pouco de redenção ao ajudar as pessoas lá, especialmente a adolescente Anna (papel da Glynis Johns em início de carreira, que atualmente está com quase 100 anos!!!), e decidindo ficar na comunidade para trabalhar como padeiro, mas é executado pelos companheiros como atitudes de traição.
Destaque também para as cenas no hidroavião, que depois cai com o grupo, pela parte com os caçadores, pelo momento em que um deles é capturado na praça, pela perseguição a um deles que é morto na caverna, e pelas cenas finais no vagão de trem.
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Tem pelo menos um grande momento que é o discurso da "não irmandade". Obviamente que a história nos conta que a argumentação é correta porém não podemos fugir de seu teor claramente propagandístico e maniqueísta tão gritante que por vezes me faz questionar se a história está contada da maneira correta. Me parece um filme bem conduzido mas que não me empolga.