Talia foge de casa levando seu amado cão com ela. Quando seu cão é roubado, Talia recorre a uma gangue de meninos para ajudá-la a encontrar seu animal de estimação.
me apaixonei pela sensação documental, hiperrealista e quase antropológica que esse filme passa! os atores mirins também são excepcionais. tapa na cara de realidade social, incluindo questões raciais, de imigração e machismos.
Minha relação com o cinema juvenil rudo do Jacques Doillon ainda está estabelecendo-se, mas assustei-me com o que vi aqui: cruzando elementos típicos de Larry Clark e Gaspar Noé, o diretor age de maneira antropologicamente vilanesca, quase gozando diante da malevolência infantil acumulada enquanto trama. Os personagens são concebidos de uma maneira hiperrealista, animalesca, sem qualquer preocupação com o futuro ou aprendizado com o passado. É um filme que enfatiza o presente pelo presente, mas sem moral da estória, sem mensagem edificante a transmitir: a secura moral do ambiente não é justificada apenas pela ausência ou criminalização dos adultos, é apresentada de maneira suspensa, como algo meramente narrável. E, neste sentido, o filme oferece-nos anticlímaces obnubilados, a partir daquilo que imaginamos naquelas horrorosas rinhas de cães. Não é um filme ruim, mas talvez seja um filme mau. Desagradável enquanto falta de exemplo. Mas válido enquanto experiência de expressão infanto-juvenil. Por mais cruel que se demonstre no saldo geral... (WPC>)
Me lembrou MUITO MUITO MUITO dos filmes do Tunisiano Abdellatif Kechiche
me apaixonei pela sensação documental, hiperrealista e quase antropológica que esse filme passa! os atores mirins também são excepcionais. tapa na cara de realidade social, incluindo questões raciais, de imigração e machismos.
Minha relação com o cinema juvenil rudo do Jacques Doillon ainda está estabelecendo-se, mas assustei-me com o que vi aqui: cruzando elementos típicos de Larry Clark e Gaspar Noé, o diretor age de maneira antropologicamente vilanesca, quase gozando diante da malevolência infantil acumulada enquanto trama. Os personagens são concebidos de uma maneira hiperrealista, animalesca, sem qualquer preocupação com o futuro ou aprendizado com o passado. É um filme que enfatiza o presente pelo presente, mas sem moral da estória, sem mensagem edificante a transmitir: a secura moral do ambiente não é justificada apenas pela ausência ou criminalização dos adultos, é apresentada de maneira suspensa, como algo meramente narrável. E, neste sentido, o filme oferece-nos anticlímaces obnubilados, a partir daquilo que imaginamos naquelas horrorosas rinhas de cães. Não é um filme ruim, mas talvez seja um filme mau. Desagradável enquanto falta de exemplo. Mas válido enquanto experiência de expressão infanto-juvenil. Por mais cruel que se demonstre no saldo geral... (WPC>)