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Duração
Uma ficção afetiva, um percurso de invenção, um diálogo visual entre memórias e sentimentos do autor a partir de imagens de sua familia, amigos, paixões, pinturas e viagens, que filmou e guardou ao longo de mais de 40 anos de atividade cinematográfica, só agora recuperadas. Segmentos de filmes realizados, de vida pessoal, fragmentos de filmes esboçados, nunca revistos nem editados, imagens como seres outros que nos alteram a percepção do presente, ausências interferindo numa vida que lhes é posterior, imprevisível.
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- não me pegou tanto quanto eu imaginei, mas reconheço a beleza e o peso da obra para o diretor
- é realmente algo bem único poder compartilhar filmagens aleatórias e momentos íntimos realizados durante 40 anos
- alguns aparentemente nem ele lembrava de ter filmado e quase que vemos pela primeira vez junto dele
- pedaços que nunca viraram filmes, ideias, momentos, cenas bem bonitas de se ver
Adoro cinema feito com pessoalidade e valorizo demais os cineastas que conseguem transpor sua alma e espírito para dentro de seus filmes mas aqui o Tonacci exagerou. Se trata apenas de um filme de memórias particulares e seus feitos , talvez como uma espécie de testamento que certamente comoverá sua família e à ele mesmo, já que eu que estou aqui a milhões de km de distância, pouco muito pouco chegou.
que registros mais especiais, me sensibilizei muito.
me identifico com essa forma de materialização de ideias flexíveis à uma linha racional.
O título do filme é mais do que auto-elucidativo, mas demorei um tempo para adentrar no compartilhamento pretendido: deixei-me levar pelas filmagens do inacabado "Paixões", incomodei-me com o caráter aburguesado do registro de viagens, que emula o Jonas Mekas apenas distanciadamente, já que o percurso de volta ao país natal é distinto. Até que as imagens de filmes antigos somaram-se aos registros familiares e pessoais e ás filmagens inacabadas. E tudo fez sentido: é uma verdadeira radiografia do grande cineasta que é Andrea Tonacci (1944-2016), nos derradeiros anos de sua existência terrena. O modo como a montagem sonora conduz a concatenação imagética é sublime: mudam-se os ritmos, mudam-se os tons, mudam-se as emoções, que são as mesmas, multiplicadas. Percurso interno, mas também externalizado. Demonstração de totalidade numa explosão de genialidade e intimidade. Soberbo! (WPC>)
A cena do cavaquinho e a mudança de quadros, q coisinha mais linda bixo