Jaime Saldaña tem 33 anos e viveu em um centro psiquiátrico por quase metade de sua vida. Cercado por sua coleção de estatuetas, este gentil chileno fala sobre sua juventude, Deus, sua mãe, seus superpoderes e tudo o mais que tem em mente.
Média-metragem impressionante e mui perturbador, repleto de camadas de significação e interpretação. A personificação do protagonista real e ótima e as estratégias de sobreposição sonora, via dublagem, são magistrais e até mesmo surpreendentes. O relato em si, a despeito dos eventos chocantes, é típico, mas o diretor explorou com brilhantismo as possibilidades "estéticas" da esquizofrenia, deixando o espectador em permanente confusão e identificando-se com as dubiedades do personagem-título, que é desnudado ao final. Gratíssima surpresa, que chegou-me num momento de angústia íntima e que, em certa medida, salvou-me a vida. Obrigado! (WPC>)
Média-metragem impressionante e mui perturbador, repleto de camadas de significação e interpretação. A personificação do protagonista real e ótima e as estratégias de sobreposição sonora, via dublagem, são magistrais e até mesmo surpreendentes. O relato em si, a despeito dos eventos chocantes, é típico, mas o diretor explorou com brilhantismo as possibilidades "estéticas" da esquizofrenia, deixando o espectador em permanente confusão e identificando-se com as dubiedades do personagem-título, que é desnudado ao final. Gratíssima surpresa, que chegou-me num momento de angústia íntima e que, em certa medida, salvou-me a vida. Obrigado! (WPC>)