Também conhecido como: Jair Messias Bolsonaro
Jair Messias Bolsonaro é um ex-militar e político brasileiro, filiado ao Partido Liberal (PL). Foi o 38.º presidente do Brasil, de 1.º de janeiro de 2019 a 1.º de janeiro de 2023, tendo sido eleito pelo Partido Social Liberal (PSL) nas eleições de 2018. Anteriormente, foi deputado federal pelo Rio de Janeiro entre 1991 e 2018, eleito por diversos partidos. Nasceu em Glicério, mas passou a adolescência em Eldorado, no interior de São Paulo. Começou sua carreira militar no município fluminense de Resende após formar-se na Academia Militar das Agulhas Negras (AMAN) em 1977. Serviu nos grupos de artilharia de campanha e paraquedismo do Exército Brasileiro.
Tornou-se conhecido do público em 1986, quando escreveu um artigo para a revista Veja criticando os baixos salários dos militares, texto pelo qual foi preso. Em 1987, a mesma revista o acusou de planejar plantar bombas em unidades militares, crime militar pelo qual foi condenado em primeira instância, porém o Superior Tribunal Militar o absolveu no ano seguinte. Transferiu-se para a reserva em 1988 com o posto de capitão e concorreu à Câmara Municipal do Rio de Janeiro, sendo eleito vereador pelo Partido Democrata Cristão (PDC). Em 1990, foi eleito deputado federal, cargo para o qual foi reeleito seis vezes. Durante 27 anos como congressista, ficou conhecido por seu conservadorismo social e por conflitos públicos, principalmente por ser um vocal opositor dos direitos LGBT e por declarações classificadas como discurso de ódio, que incluem a defesa das práticas de tortura e assassinatos cometidos pela ditadura militar brasileira, além de falas consideradas racistas. Tido como um político polarizador, seus pontos de vista e comentários, amplamente descritos como de extrema-direita e populistas, provocaram críticas e também atraíram apoiadores, gerando o movimento político conhecido como "bolsonarismo".
Sua campanha presidencial foi lançada pelo PSL em agosto de 2018, quando passou a se apresentar como um candidato antissistema, pró-mercado e defensor de valores familiares. Após disputar o segundo turno das eleições de 2018 com Fernando Haddad, do Partido dos Trabalhadores (PT), foi eleito com 55,13% dos votos válidos. Seu governo se caracterizou por forte presença de ministros de formação militar, alinhamento internacional com a direita populista e por políticas antiambientais, anti-indigenistas e pró-armas. Em 2020, foi nomeado "pessoa do ano" pelo Organized Crime and Corruption Reporting Project por se cercar de figuras corruptas, minar o sistema de justiça e enriquecer grandes proprietários de terras na região amazônica. Foi também responsável por um amplo desmonte das políticas e órgãos da cultura, da ciência e da educação, além de promover repetidos ataques às instituições democráticas e fazer maciça divulgação de notícias falsas. Apesar de a criminalidade e o desemprego terem seguido a tendência de queda vista desde o governo Michel Temer, a média de crescimento do PIB foi de cerca de 1,5% ao ano, a precarização do trabalho, a inflação e a fome aumentaram, enquanto a renda per capita, a desigualdade e a pobreza atingiram os piores níveis desde 2012.
Sua administração envolveu-se em uma série de controvérsias e vários dos ministros que haviam sido indicados originalmente deixaram seus cargos e criticaram o governo. A resposta de Bolsonaro à pandemia de COVID-19 no Brasil também foi reprovada em todo o espectro político e apontada como negacionista, depois que ele minimizou os efeitos da doença e defendeu tratamentos sem eficácia comprovada, além de ter desestimulado a vacinação, o uso de máscaras de proteção e as medidas de distanciamento social, posturas que contribuíram para até 400 mil mortes evitáveis e que foram consideradas um crime contra a humanidade pelo Tribunal Permanente dos Povos.
Nas eleições de 2022, foi derrotado no segundo turno por Luiz Inácio Lula da Silva (PT), sendo o primeiro presidente do Brasil a não conseguir se reeleger desde a instituição da reeleição em 1997. Tornou-se inelegível após condenação pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) por abuso de poder político e passou a ser investigado pela Polícia Federal (PF) por suspeitas de crimes contra o patrimônio público e de esquemas de corrupção no Ministério de Educação.
Em setembro de 2025, foi condenado a cerca de 27 anos de prisão pelo Supremo Tribunal Federal (STF) pela tentativa de golpe de Estado que envolveu os atos golpistas após as eleições e culminou nos ataques de 8 de janeiro em Brasília. A pena começou a ser cumprida como prisão domiciliar em agosto de 2025, mas foi convertida em prisão preventiva em novembro do mesmo ano após Bolsonaro tentar violar a tornozeleira eletrônica. No mesmo mês, a pena definitiva começou a ser cumprida na sede da PF em Brasília. Em janeiro de 2026, foi transferido para a Papudinha, batalhão de tratamento especial do Complexo Penitenciário da Papuda.
Filhos: Flávio Bolsonaro, Eduardo Bolsonaro, Jair Renan Bolsonaro, Carlos Bolsonaro, Laura Bolsonaro
Cônjuge: Michelle Bolsonaro (desde 2007), Rogéria Bolsonaro (de 1978 a 1997)