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Uma obra-chave do cinema underground queer e latino de Nova York, José Rodríguez-Soltero descreveu Jerovi como sua “sondagem sexual do mito do narciso”. Um retrato ousadamente erótico e onírico de Jeroví Sansón Carrasco, que também comissionou e financiou o filme, Jerovi oferece um Narciso para o período de revolução sexual dos anos 1960, marcando uma mudança significativa do uso introspectivo e psicanalítico do narcisismo por cineastas experimentais queer anteriores.
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Primeiro, uma confissão: da mesma maneira que, na Literatura, ainda tenho problemas de concentração/recepção com a Poesia, em Cinema, filmes silenciosos demoram um pouco para me cativarem. Foi o que aconteceu aqui. Porém, vamos ao segundo ponto: a despeito de meu travamento inicial, logo percebi a conjunção estilístico-imagética entre motes de Jonas Mekas e Jean Genet, numa conotação muito própria, em que a masturbação surge como tema e ônus, como solução e como perigo, como convite ao prazer e deixa para a perdição... O mito de Narciso é recontado de maneira belíssima e sensual, numa versão em curta-metragem que, estranhamente, era estranha para mim. Gostei, mas preciso voltar a ele, já sabendo do que se trata. Fascina, deveras: isso ninguém nega! (WPC>)