Um grupo de amigos se reúne todos os anos para uma viagem de pesca de vários dias, em uma região remota do rio. Todavia, dessa vez, os quatro homens descobriram o cadáver de uma jovem no rio, logo após chegarem na região. O que os homens decidem fazer, ou não, acaba atiçando a ira da população em geral, mas principalmente da comunidade aborígine, a qual a jovem pertencia. O fato dramático também pode destruir a amizade entre este grupo.
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Não é um filme baseado em acontecimentos reais. Talvez por isso peque pela falta de plausibilidade na trama, que traz uma parte inicial monótona, atrelada a um roteiro pretensioso na questão de tentar atribuir ares de mistério a um episódio que por si mesmo não deveria gerar tantos questionamentos e desavenças nos seus desdobramentos.
Como numa viagem em estrada nebulosa, as situações vão se tornando desconcertantes, brotando (do fato) ações e suposições que beiram a insanidade de alguns e acenam para a fragilidade, senão fracasso, da comunidade como organização social, pois a partir de então os envolvidos abandonam a amizade e o respeito mútuo, como se se tornassem desconhecidos, precisando reconstruir tudo.
O personagem de Gabriel Byrne (um dos poucos sensatos da história) carrega o filme, enquanto o papel de Laura Linney é insuportável: uma mulher teimosa, desequilibrada, impulsiva, desconfiada e rancorosa. Nota 5.
Não é mistério, não é policial e muito menos thriller como está marcando na classificação. É um drama que fala sobre questões familiares, amizades, racismo. Não há enigmas nenhum pra se resolver como diz a sinopse. Gostaria de ter gasto esses 123 minutos com outro tipo de filme. Ele é arrastado com diálogos enfadonhos. Não via a hora de acabar.
Duas estrelas apenas.
Eu reescreveria a sinopse assim:
"Um viagem de pescaria em uma área isolada da Austrália, um grupo de viajantes encontra o corpo de uma jovem boiando na beira do rio. Os amigos decidem não contar para ninguém sobre o achado até o fim da pesca. A decisão de não avisar policial causará perturbação e enorme discussão sobre valores e atitudes na comunidade onde vivem e no meio de suas famílias"
"Era melhor ter visto o filme do Pelé"
Gostei das questões que o filme vai colocando, embora
perceba porque não acharam importante chamar logo a polícia, e porque acham que o q fizeram não é assim tão grave. Gostei da diferença de comportamentos das esposas, quando mudou apenas uma coisa - o diálogo e o assumir da culpa. A personagem principal não admitiu a discussão, não admitiu o erro, não se questionou abertamente. E a mulher nunca percebeu nem perdoou. Gostei da pergunta que ela fez ao marido - se fosse uma criança, em vez de uma mulher te la ias deixado na água? . Acho que não teria, obviamente, uma criança na água penso que a teriam logo tirado . Mas penso que se fosse um homem também o teriam deixado na água, por isso percebi a questão mas nao acho relevante porque óbvio que não é a mesma coisa ser um criança ou uma mulher.
Estória insólita. Vale pelas boas fotografias que infelizmente não é tudo num filme.
O que talvez tenha faltado em Jindabyne foi um pouco de humildade, visto que ele parece se achar no direito de demorar bastante, porém de forma pretensiosa, principalmente adentrando no último ato. De qualquer forma, tai uma boa discussão sobre família, amizades, atitudes, tolerância e racismo que não deve ser deixada de lado. Leia mais em