Em 1829, no Velho Oeste, menino é 'adotado' por urso, depois que seus pais são assassinados. Passa sua infância em tribo de índios e parte, após briga de ciúmes com o filho do chefe, voltando já adulto para encontrar os responsáveis pela morte dos pais.
Filme muito bacana com o Franco Nero, retomando a parceria com o Enzo G. Castellari, o mais legal é que o filme lembra o Keoma em diversos momentos, mesmo a história sendo diferente. Vale também destacar as presenças do David Hess e do John Saxon. Sem esquecer que o filme é dos anos 90, mas parece que foi feito nos anos 70.
Keoma puro, mais uma excelente união entre Nero e Castellari.
"Você se esqueceu da criança, mas ela não se esqueceu de você."
Ódio e Vingança, sem dúvidas, são duas das minhas temáticas favoritas, seja em filmes ou em músicas, talvez até mesmo as favoritas, e Jonathan e o Urso foi um deleite pra mim em cima de ambas.
O velho Castellari pegou praticamente a mesma forma do fantástico Keoma e acrescentou um pouco mais de crueldade e de drama, fazendo outro filme igualmente foda, mas desta vez, sem o fator sobrenatural daquele. Inclusive, como a amiga Sandra frisou, com visual do Jonathan praticamente igual ao do Keoma. E por falar em visual, que figurino e fotografia esse filme tem, nem é toda grande produção de hollywood que chega ao pés. Outra coisa igualmente brilhante é a trilha sonora, que é de uma fineza impressionante, a todo momento você se arrepia. As atuações são marcantes também, com destaque, como sempre, para o velho Nero, e claro, para o moleque que faz o papel do Jonathan quando pequeno. A repetição da ideia de usar flashbacks misturados com o presente aqui ficou mais apurada do que em Keoma.
E me perdoem mesmo Peckinpah e Woo, mas na câmera lenta o velho Castellari é imbatível, ao menos pra mim. Enfim, esse filme tem um título bem engraçado e que pode enganar, principalmente por lembrar um pouco de "O Protetor" estrelando pelo também mito Chuck Norris, mas não deixem isso ser levado em consideração, porque ele é um western cruel brilhantemente realizado.
O visual de Franco Nero, lembra outro filme dele, em parceria com Enzo G. Castellari. Keoma, porém a história é totalmente diferente. Excelente fotografia.
No início do filme, uma tragédia abala a vida de Jonathan, a morte de seus pais, ele faz amizade com um filhote de urso, e é bem recebido numa aldeia indígena, os anos passam, aí vem a segunda parte do filme, que é a ganância do homem branco, em busca do ouro negro (petróleo), sendo que as terras dos índios são ricas em petróleo. Nem é preciso dizer que há uma guerra entre brancos e índios. É um bom filme, Franco Nero está muito bem no papel, há de se ressaltar também a participação do ator John Saxon, no papel do vilão Fred Goodwin.