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Um banqueiro crápula que surge para proteger os interesses da sua filha desprotegida, que Georges Franju transformou numa deslumbrante e assustadora fábula sobre o conflito entre o bem e o mal. Carregado de simbolismo no primoroso preto e branco do fotógrafo Marcel Fradétal, alcançando a textura dos filmes da década de 1920, vemos explicitamente várias referências estéticas de mestres da pintura surrealista, como Giorgio de Chirico e Marx Ernst. Uma obra-prima do Cinema Fantástico francês pouco conhecido do público.
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Parece que o roteiro desse filme foi metralhado de tanto furo que tem.
Refilmagem do clássico de 1916 dirigido por Louis Feuillade, não assisti ao original, mas Franju mostra aqui toda a sua paixão pelo começo do cinema, não é a toa que foi responsável pelo resgate da obra de Méliès. O filme tem esse clima de filme clássico, chega a ser um pouco inocente demais, mas é simplesmente de tirar o fôlego, perde um pouco o ritmo na metade, mas tem todo o clima dos antigos Pulps que publicavam histórias de heróis como O Sombra e Doc Savage. A direção é magnífica e a música de Maurice Jarre completa a perfeição do filme. Nostalgia total, não tente assistir ao filme com os olhos de hoje em dia, na verdade talvez não seja nem legal assistir ao filme com os olhos dos anos sessenta, ele remete a uma época mais antiga ainda. Francine Bergé consegue aqui ser uma das vilãs mais sexy da história do cinema.
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Não assisti a versão mais antiga dessa história. Porém este filme de 1963 manteve minha atenção do início ao fim, não só porque a trama exigia atenção constante como também porque as diversas e rápidas mudanças na história atiçaram minha curiosidade. Aliás, poucas vezes eu vi tantas escaramuças em um só filme. "Judex" não se preocupa muito em envolver o espectador em clima de realismo (o que seria bem difícil com tantas reviravoltas e exageros) e é exatamente nesse aspecto que o filme acerta em cheio. Visto como sonho ou pesadelo (ou ambos misturados) "Judex", em seus contorcionismos, nos conduz a uma dimensão onírica onde, de repente, o absurdo parece um fato cotidiano. E as imagens só ajudam na construção dessa dualidade. O que não me agradou foram as performances da maioria do elenco.
Um filme de mistério e suspense
com uma vilã bem sexy.
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A única parte boa é o homem com máscara de pássaro que aparece nos primeiros minutos.