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Na praia de Emeryville em São Francisco, durante as filmagens de Sans Soleil, Marker filma obras de artistas desconhecidos que utilizam restos marítimos para fabricar estranhas esculturas. Um dos destaques do filme é a criação de uma impressionante colagem sonora. Com a participação de colaboradores como Arielle Dombasle, Tom Luddy e Michel Krasna. Ganhou o prêmio César de melhor curta-metragem documental.
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adorei as esculturas, com certeza teria várias no quintal da minha casa. seu eu tivesse uma casa e um quintal
É genial a arte emular a realidade, para tanto, esses artistas utilizaram os restos de materiais para construir coisas que, nalguns casos, remetiam a aparatos tecnológicos, é bem simples, e aliado a trilha sonora causa uma impressão de inquietação, parecia que eram artefatos de uma civilização sobrevivente de alguma catástrofe,parecia que pertenciam a um mundo pós apocalíptico, e justamente a trilha sonora sugestionava justamente isso... embora no momento que apareceram os veículos terrestres cruzando a rodovia considerei que perdeu essa mágica que havia sentido, ou ao menos, imaginado.
Não sei se eu entendi direito o que o Chris Marker quis transmitir aqui, mas, a julgar pela simplicidade e direcionamento objetivo desta sinopse, ele cumpriu bem o seu efeito poético: a trilha sonora com ruídos contemporâneos e as esculturas construídas a partir de restos de outros objetos impressionam, mas senti falta de um discurso... É bonito, mas ostenta um vazamento, que ainda estou a assimilar, antes de ter a oportunidade de revê-lo: ele merece diversas audiências, aliás! (WPC>)