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Data de lançamento
11 Nov. 2020Duração
Acusado de matar um policial quando era adolescente, Sean K. Ellis luta para provar sua inocência e expõe a corrupção na polícia e o racismo sistêmico nos EUA.
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Como histórias se misturam e se repetem, independentemente do tempo e do local. Vivemos no Brasil e sabemos o quanto isso é "normal" e corriqueiro, mas infelizmente tempos poucas produções desse nível para mostrar como a Justiça funciona, e como ela também pode ser falha e corrupta. O que é pior ainda, pois é ela que devia ser imparcial e eficaz! Como a advogada Rosemary Scapicchio fala em determinado momento, junto de sua mãe tão lucida quanto ela: "Se eu erro assim, estou cometendo obstrução de justiça, se eles [Estado] erram, não acontece nada." Me lembrou muito "O Processo", de Maria Ramos, e "Auto de Resistência", de Lula Carvalho e Natasha Neri. Produções extremamente necessárias, sobre casos igualmente revoltantes.
É um pena mesmo o caso não ter uma conclusão de fato, mas fica óbvio que foi por medo por parte do então promotor interino de perder em um quarto julgamento. É triste saber também que o Sean não pôde fazer justiça pra ele, processando a Polícia e a Prefeitura, por medo de represália e perturbar ainda mais a sua mais nova vida de homem-livre.
Terminei de ver dia 11/02/21. Infelizmente corrupção e racismo tá contaminado no mundo inteiro.
Terminei o primeiro episódio só esperando o "exposed" do Mulligan, pq tava na cara, né? Corrupto, entre outras coisas péssimas.
E sei que é muito fácil falar não estando na pele dele, mas seria mais digno
Sean ter o 4° julgamento e ser inocentado, ao invés de ter que ouvir "não há dúvidas de que ele é culpado, mas estamos anulando o caso".
E acho que faltou terem dado um pouco mais de espaço pro Petterson, que foi acusado junto e etc. A versão e visão dele sobre tudo. Não sei se ele não quis participar, mas pra mim era relevante.
Se tomássemos os exemplos de documentários, ninguém daria credibilidade à justiça americana: a maneira como encontra no homem negro o bode expiatório, arranca confissões, chantageia testemunhas e refaz depoimentos para se encaixar nas falsas verdades da investigação enquanto fecha os olhos a possíveis suspeitos, enfim, não existe nada de muito salvável na justiça de um país em que muitos confessam crimes só para ter penas menores e fugir da ciranda de um sistema acusatório feito para prender negros e pobres, e deixar de fora quem tem muito dinheiro para pagar advogados.
Esta minissérie analisa o caso de Sean Ellis, acusado, aos 19 anos, de assassinar, com cinco tiros (!), o policial John J. Mulligan, que dormia no estacionamento do Walgreens, para roubar-lhe a arma, para então irradiar e debater a corrupção no departamento de polícia de Boston, seus erros e transgressões, e o conluio, a meu ver também criminoso, com a promotoria do condado. Sean Ellis chama isto de uma epidemia de condenações injustas, e não está errado, ainda mais se tomarmos o caso que viveu e como os detetives apressaram a investigação para desviar a atenção da imprensa para dentro do departamento.
Cada episódio oferece um ponto de vista ao histórico do caso, que se alongou por cerca de 25 anos, além de proporcionar uma visão ampla e irrestrita à comunidade de Boston e aqueles atores do que chamam de justiça por aquelas bandas.
podia ter metade do tempo de duração e passar o mesmo tanto de detalhe sobre o caso. Mas nossa, quanta enrolação, que saco. Os 14 votos que tem até agora não são por acaso: pouca gente eh tão desatarefada que nem eu pra varar a noite vendo uma enrolação dessas. Mas enfim, o caso eh interessante. Como todos os docs de pessoas presas injustamente, esse também é revoltante. O que não interessa é a vida pessoal de cada uma das pessoas que aparece no doc, paisagens com musiquinha triste de fundo, cenas de transição que demoram até 30 segundos várias vezes no mesmo episódio, malditos ex policiais falando as mesmas groselhas óbvias de sempre e defendendo seus amiguinhos corruptos... Pelo menos o caso eh muito bem detalhado.