Infelizmente, eu desconhecia a origem animada do título do filme (precisei pesquisar para saber do que se trata), o que talvez tenha feito com que eu perdesse um pouco do tom satírico da cena maravilhosa em que o garotinho brinca com a santa que encontra no rio. Gostei muito das interpretações (assustadoras na abertura pentecostal) e da segurança do realizador em seus propósitos narrativos que abdicam do protagonismo tradicional (esse pertence à mudança que pode ser exercida pela classe trabalhadora), mas não sei se entendi bem a substituição religiosa que é defendida pelo roteiro. Aplaudo-a, obviamente, e também sonho utopicamente com a sua concretização, mas não sei se a mesma é efetiva da maneira como e apresentada no desfecho. As menções olavistas são oportunas, tornando o debate advindo deste filme deveras necessário na conjuntura atual. Tive a honra de participar de um debate com o diretor e um colaborador do entrecho, de modo que os parabenizei renitentemente por esta espécie de "BARRAVENTO do século XXI" (consideradas as evidentes proporções). Em seu âmbito rural - foi realizado numa pequena cidade mineira - o filme nos diz muito. Clama, aliás. Recomendo-o com um sorriso carinhosamente lukacsiano no rosto! (WPC>)
Infelizmente, eu desconhecia a origem animada do título do filme (precisei pesquisar para saber do que se trata), o que talvez tenha feito com que eu perdesse um pouco do tom satírico da cena maravilhosa em que o garotinho brinca com a santa que encontra no rio. Gostei muito das interpretações (assustadoras na abertura pentecostal) e da segurança do realizador em seus propósitos narrativos que abdicam do protagonismo tradicional (esse pertence à mudança que pode ser exercida pela classe trabalhadora), mas não sei se entendi bem a substituição religiosa que é defendida pelo roteiro. Aplaudo-a, obviamente, e também sonho utopicamente com a sua concretização, mas não sei se a mesma é efetiva da maneira como e apresentada no desfecho. As menções olavistas são oportunas, tornando o debate advindo deste filme deveras necessário na conjuntura atual. Tive a honra de participar de um debate com o diretor e um colaborador do entrecho, de modo que os parabenizei renitentemente por esta espécie de "BARRAVENTO do século XXI" (consideradas as evidentes proporções). Em seu âmbito rural - foi realizado numa pequena cidade mineira - o filme nos diz muito. Clama, aliás. Recomendo-o com um sorriso carinhosamente lukacsiano no rosto! (WPC>)