A dura e cínica veterana Mitch e sua ingênua sócia Tigr são um casal de atrizes pornô. Seu relacionamento já tenso atinge o ponto de ruptura, abuso de substâncias e a pressão de trabalhar na indústria do sexo começa a pesar em ambas as mulheres.
Espécie de documentário independente estrelado pela veterana Sharon Mitchell, com extensa filmografia em filmes adultos e sua relação com atriz novata Tigr , a sequência explícita do consumo de cocaína por meio venoso é um dos pontos polêmicos desse independente.
Ok, é um clássico 'indie' estadunidense, que assume todos os seus estratagemas na ótima entrevista de abertura, em que percebemos que a protagonista (real) é uma espécie de antecessora pornô da Ellen DeGeneres (no que tange ao senso de humor cáustico) que permite a feitura de um documentário pré-'mumblecore' sobre o seu cotidiano afetivo e toxicomaníaco. A proposta é muito interessante e as cenas em que, num palco sensual, ela comunica ao público que está sendo filmada, são maravilhosas. Mas achei o filme ritmicamente extenuante (chato mesmo, aff!) e um tanto redundante na exposição das contradições vendáveis do universo erotógeno. Talvez esta impressão advenha de um equívoco espectatorial: eu não consegui associar devidamente o filme ao seu pioneiro contexto de época (erro meu!), mas foi-me difícil suportar a sessão até o final. Gostei muito da protagonista, mas não de sua namorada. A seqüência final é contundente em seu discurso, mas não funcionou tão dramaticamente quando poderia (ou deveria). Não é um filme que irritou-me, entretanto. Admito que os problemas acima relatados advêm de um possível problema receptivo de minha parte: voltarei a ele, é o mínimo que se espera. Por ora, desgostei muito! (WPC>)
Espécie de documentário independente estrelado pela veterana Sharon Mitchell, com extensa filmografia em filmes adultos e sua relação com atriz novata Tigr , a sequência explícita do consumo de cocaína por meio venoso é um dos pontos polêmicos desse independente.
Ok, é um clássico 'indie' estadunidense, que assume todos os seus estratagemas na ótima entrevista de abertura, em que percebemos que a protagonista (real) é uma espécie de antecessora pornô da Ellen DeGeneres (no que tange ao senso de humor cáustico) que permite a feitura de um documentário pré-'mumblecore' sobre o seu cotidiano afetivo e toxicomaníaco. A proposta é muito interessante e as cenas em que, num palco sensual, ela comunica ao público que está sendo filmada, são maravilhosas. Mas achei o filme ritmicamente extenuante (chato mesmo, aff!) e um tanto redundante na exposição das contradições vendáveis do universo erotógeno. Talvez esta impressão advenha de um equívoco espectatorial: eu não consegui associar devidamente o filme ao seu pioneiro contexto de época (erro meu!), mas foi-me difícil suportar a sessão até o final. Gostei muito da protagonista, mas não de sua namorada. A seqüência final é contundente em seu discurso, mas não funcionou tão dramaticamente quando poderia (ou deveria). Não é um filme que irritou-me, entretanto. Admito que os problemas acima relatados advêm de um possível problema receptivo de minha parte: voltarei a ele, é o mínimo que se espera. Por ora, desgostei muito! (WPC>)