Um homem decide fazer um passeio em Akihabara, guiado por uma maid. Enquanto ambos atravessam as ruas de neon de Tóquio, gradualmente falam sobre um passado que ambos compartilharam.
É uma reformulação moderna do conto "Canaries", de 1924. Uma ruminação poética sobre memórias e perdas.
Premiações: Silver Horse (Larissa Mediterranean Festival of New Filmmakers); Best New Creator (Eibunren Award).
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As Novas Desventuras de Cliff Booth
Um curta que retrata a história de 2 vidas que não foram destinadas a estar juntas.
O contato entre os personagens gera mais melancolia do que felicidade. Mas como há beleza na tristeza e nos desencontros, acaba sendo uma história bonita.
A simetria visual promovida pelo Edmund Yeo, ao dividir a tela em 2 para mostrar esse encontro, fortalece a sensação de que há um distanciamento insuperável entre os protagonistas. O encontro acaba sendo das nostalgias do passado.
Acompanhamos uma noite agridoce de ex-amantes, inicialmente pela perspectiva de cada um, ao mesmo tempo, com o uso da tela divida. A partir do momento que se encontram, as duas imagens quase se unem, como uma rachadura em um espelho. Quando se separam, passamos a acompanhar em tela cheia o decorrer da noite da protagonista.
Gosto do formato do curta, de como os sentimentos se traduzem na forma e vice-versa; tratando de dualidades, perspectiva, memória, encontros e separações. Mas para mim a historia não se sustenta: a dinâmica professor-aluna é desgastada e a melancolia do filme consegue ser de certa forma datada - o curta parece aquelas imagens de tumblr com filtro estourado e uma frase profunda por cima.
interessante e sensível, mas cheio de lugares-comuns...
Num jogo duplo de imagens, o filme aborda os desajustes da memória e uma tentativa de reconciliação com o passado. Apesar de ter momentos bastante clichês, é um curta bem bonito.
Cheguei a este belo curta-metragem graças á recomendação de um amigo. Loo no início, sabia que adoraria o artifício depalmiano, apresentado numa perspectiva quase melodramática, em que a separação de ambientes num mesmo enquadramento tem a intenção de demonstrar o quão distantes estão aqueles personagens, mesmo quando juntos. Num breve instante, tudo se homogeneiza. Mas é breve. A separação, quando derivada de um desgaste relacional, é tão inevitável quanto as memórias que se desvanecem. Há algo de chantagista na narrativa, visto que, inicialmente, o ponto de vista condutor é o do protagonista masculino, que não deixa de ser um canalha. Mas, quando a garota consegue restituir seu poder de voz imagética, o filme explode em musicalidade e superação afetiva. O final é lindo. Lindo curta-metragem: quero ver mais deste diretor, faço côro com meu amigo! (WPC>)