John Klute (Donald Sutherland) é um detetive do interior contratado para descobrir o paradeiro de um empresário desaparecido há seis meses. Ele chega a Nova York para investigar o caso e a única pista que possui são cartas de teor pornográfico enviadas a Bree Daniels (Jane Fonda), uma prostituta. Bree já trabalhou para Frank Ligourin (Roy Scheider), mas atualmente faz programas apenas por indicação. Ela foge do detetive, mas, chantageada, acaba aceitando guiá-lo pelo submundo da prostituição.
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- a trama é até boa, tem alguns clichês até para a época, como o romance entre o investigador e a investigada, que remete aos noir clássicos, mas também apresenta aspectos modernos
- mas o que me agradou de verdade são os personagens e as atuações, Jane Fonda e Donald Sutherland entregam muito
Bom suspense noir, apesar do mistério não ser grandes coisas. O ponto alto é atmosfera sombria e a pulsão sexual dos anos 70. Jane Fonda no auge e super sexy. 7/10
Klute, Nada de mais por cá, a não ser as boas interpretações dos bons atores e tem também boa musica de época, .... Todavia, a película não envelheceu bem..., e terminou por ficar muito datada... Porem, tudo passa não é assim?!...
Venha pelo mistério, fique pela aula de como usar um sobretudo para expressar uma vasta gama de... absolutamente controle.
Subverte o gênero noir. O detetive não é o centro; ele é a lente através da qual examinamos a verdadeira protagonista, a femme fatale reinventada como uma vítima complexa
A verdadeira ameaça não é o monstro nas sombras, mas a alienação da vida urbana moderna
A performance de Fonda é maravilhosa, complexa e o principal motivo da longevidade e aclamação da obra
Bree passa o filme inteiro dizendo que quer ter controle e depois tomando as piores decisões possíveis. A mulher é um paradoxo com um guarda-roupa divino
Klute, observa, analisa e age apenas quando necessário. É o oposto do homem moderno, que é todo emoção e pouca ação
O homem mais paciente da Terra. Qualquer outro teria ido embora depois da primeira crise de identidade
É um filme sobre o ato de observar e ser observado – o voyeurismo do cliente, do assassino, de Klute e, finalmente, do próprio público
Uma atmosfera de paranoia, usando o espaço e o som para encurralar o espectador junto com os personagens
O uso de sombras e luz subexposta transforma Nova York em um labirinto expressionista.
Voyeurismo e Vigilância
Paranoia e Medo
Alienção Urbana
Validação
A Psicologia do Sexo e do Poder
Ex-puta existe?
Bree é uma mulher que acredita ter o controle (por meio do distanciamento) para uma mulher que se permite a aterrorizante vulnerabilidade do afeto real ou ela só quer ser validada/ambição/ser importante pelo sexo à deriva em um mar de perigos físicos e psicológicos
Bree usa sua sexualidade como arma e depois fica chocada quando isso atrai violência. É a consequência lógica de brincar com fogo. Em vez de agir, ela passa o tempo todo falando e se analisando (a bagunça neurótica), uma paralisia muito moderna
Não confunda libertinagem com liberdade. Ela se vende, física e emocionalmente, e depois se queixa de sua miséria na terapia. O filme, sem querer, é um conto de advertência sobre a falta de moral.
Klute é a primeira parte da "Trilogia da Paranoia" de Pakula, que continua com A Trama (The Parallax View, 1974) e termina com Todos os Homens do Presidente (All the President's Men, 1976). Conecta-se a outros filmes da Nova Hollywood que exploram a alienação urbana e a violência, como Taxi Driver e Chinatown.
O vilão explica todo o seu plano maligno para a vítima amarrada, como manda a cartilha. Pelo menos algumas tradições do cinema de suspense foram respeitadas neste drama existencial
Um pesadelo de neon e sombras, onde o som de uma fita rebobinando é mais assustador que um tiro, e o verdadeiro mistério não é quem morreu, mas como sobreviver a si.
Venha pelo mistério, fique pela aula de como usar um sobretudo para expressar uma vasta gama de... absolutamente controle.
Subverte o gênero noir. O detetive não é o centro; ele é a lente através da qual examinamos a verdadeira protagonista, a femme fatale reinventada como uma vítima complexa
A verdadeira ameaça não é o monstro nas sombras, mas a alienação da vida urbana moderna
A performance de Fonda é maravilhosa, complexa e o principal motivo da longevidade e aclamação da obra
Bree passa o filme inteiro dizendo que quer ter controle e depois tomando as piores decisões possíveis. A mulher é um paradoxo com um guarda-roupa divino
Klute, observa, analisa e age apenas quando necessário. É o oposto do homem moderno, que é todo emoção e pouca ação
O homem mais paciente da Terra. Qualquer outro teria ido embora depois da primeira crise de identidade
É um filme sobre o ato de observar e ser observado – o voyeurismo do cliente, do assassino, de Klute e, finalmente, do próprio público
Uma atmosfera de paranoia, usando o espaço e o som para encurralar o espectador junto com os personagens
O uso de sombras e luz subexposta transforma Nova York em um labirinto expressionista.
Voyeurismo e Vigilância
Paranoia e Medo
Alienção Urbana
Validação
A Psicologia do Sexo e do Poder
Ex-puta existe?
Bree é uma mulher que acredita ter o controle (por meio do distanciamento) para uma mulher que se permite a aterrorizante vulnerabilidade do afeto real ou ela só quer ser validada/ambição/ser importante pelo sexo à deriva em um mar de perigos físicos e psicológicos
Bree usa sua sexualidade como arma e depois fica chocada quando isso atrai violência. É a consequência lógica de brincar com fogo. Em vez de agir, ela passa o tempo todo falando e se analisando (a bagunça neurótica), uma paralisia muito moderna
Não confunda libertinagem com liberdade. Ela se vende, física e emocionalmente, e depois se queixa de sua miséria na terapia. O filme, sem querer, é um conto de advertência sobre a falta de moral.
Klute é a primeira parte da "Trilogia da Paranoia" de Pakula, que continua com A Trama (The Parallax View, 1974) e termina com Todos os Homens do Presidente (All the President's Men, 1976). Conecta-se a outros filmes da Nova Hollywood que exploram a alienação urbana e a violência, como Taxi Driver e Chinatown.
O vilão explica todo o seu plano maligno para a vítima amarrada, como manda a cartilha. Pelo menos algumas tradições do cinema de suspense foram respeitadas neste drama existencial
Um pesadelo de neon e sombras, onde o som de uma fita rebobinando é mais assustador que um tiro, e o verdadeiro mistério não é quem morreu, mas como sobreviver a si.