Shyamalan voltou! De novo! Já vou começar falando que já esperava as mudanças em relação ao livro, que no fim foram boas até, não atrapalharam o objetivo e desenvolvimento da história. Shyamalan está em ótima forma aqui, a tensão ta presente o TEMPO TODO. O elenco ta ótimo e destaque pro Dave Bautista, Jonathan Groff, Ben Aldridge (que eu não conhecia) e Kristen Cui. O final ambíguo do livro era melhor, mas o final do filme foi coerente. Suspense/thriller de primeira qualidade.
Poderia ter deixado o público com mais dúvida sobre se era ou não real. DIzem que o final do livro é diferente, bem mórbido, poderia ter deixado igual. Esse final do filme é bem meia-boca.
KNOCK AT THE CABIN Direção: M. Night Shyamalan Ano: 2023 Assistido em: 26/04/2026
M. Night Shyamalan não é um diretor de meios-termos, ele é muito 8 ou 80. Ou se gosta bastante de um trabalho dele, ou simplesmente detesta. Eu queria ter assistido este no cinema, entretanto ele não veio para a minha cidade, e acabou que eu perdi um pouco do entusiasmo e esperei passar esses três anos. Agora que tive a oportunidade de assistir, percebi que ele teve um efeito em mim que eu adoro quando acontece, que é o efeito da indignação. Eu amo quando um filme me deixa puto, me deixa revoltado, me deixa indignado, porque é sinal de que ele conseguiu conversar comigo de uma forma muito particular.
Durante uma viagem a uma cabana isolada, Wen e seus pais, Eric e Andrew, têm a rotina interrompida quando Leonard e outros três desconhecidos invadem o local e os fazem reféns. Alegando agir para evitar o fim do mundo, os invasores apresentam uma escolha impossível: a família deve decidir qual deles será sacrificado voluntariamente. Enquanto eventos catastróficos começam a acontecer, Eric e Andrew entram em conflito sobre acreditar ou não na ameaça, sabendo que qualquer decisão terá consequências irreversíveis.
Como um homem gay, eu sempre quis ver produções onde houvesse protagonistas homossexuais, mas sem todo o drama comum a isso. Sim, porque Hollywood parece só saber fazer longas dramáticos extremamente pesados ou comédias escrachadas, então ver uma produção onde o casal protagonista é gay em um roteiro de suspense e terror, onde a questão da sexualidade é pouco explorada ou nem chega a ser a base, é algo que eu vejo como positivo. Você consegue colocar um casal hetero ali naquela história que vai funcionar da mesma maneira.
É o tipo de normalidade que nós esperamos ver, esperamos ser representados. Entretanto, ainda é pertinente uma crítica: Andrew e Eric são um casal que não tem nenhum tipo de interação como tal. Se você me dissesse que eles são amigos, eu iria acreditar. Eu não sei se o livro é dessa forma, mas no filme, Shyamalan deixou a desejar.
O grande dilema moral que o filme traz é a questão entre você ser um crente e um descrente. Eu, particularmente, sou o Andrew encarnado. Eu tenho zero, aliás, não zero, eu tenho uma carga negativa de crença espiritual, no sobrenatural ou em qualquer coisa não física, não material. Logo, quando eu falei que o filme me despertou muita indignação, é porque os protagonistas tiveram inúmeras oportunidades de se livrar daqueles doidos e não fizeram. Eu sei que, no final, o roteiro toma um lado, mas eu me conheço, eu seria daqueles que, com absoluta certeza, iria pagar para ver.
Tecnicamente falando, a produção é bem simples. O elenco é pequeno, o cenário é basicamente único, mas isso não é um problema. Shyamalan consegue criar um bom clima de tensão, nos deixar apreensivos, a trilha sonora colabora também e o ritmo é muito bom, fazendo com que o tempo passe sem você nem perceber. Quanto ao elenco, eu fiquei surpreso com o Dave Bautista. Não gosto dele como ator, acho fraquíssimo, mas aqui ele até esteve bem. O Jonathan Groff está excelente, mas seu personagem, Eric, é bem chatinho, talvez porque ele represente o oposto daquilo em que eu acredito, o que fez com que eu me encantasse muito pelo personagem Andrew, que o excelente Ben Aldridge deu muita personalidade. Mas, como um Potterhead assumido, eu confesso que esperava mais da participação do Rupert Grint.
Repetindo o que eu disse lá no começo, Shyamalan é muito ame ou odeie. Eu não diria que amei este aqui, mas ele com certeza cai no grupo dos que me agradaram. É claro que algumas arestas do roteiro deveriam ter sido aparadas para deixar o tudo mais redondinho, como, por exemplo, explorar melhor os ditos desastres que acontecem ao longo da trama, para que nós ficássemos ainda mais em dúvida em relação ao que estava acontecendo, reforçando a proposta, que era nos deixar em constante incerteza sobre se aquelas pessoas estavam falando a verdade ou se eram apenas um bando de lunáticos fanáticos surtados.
Ou, ainda, trabalhar mais a carga psicológica dos protagonistas, porque não existe uma justificativa clara do porquê eles colocariam a própria família em risco por um mundo que os rejeita, e não reagiriam de forma mais direta na primeira oportunidade que tiveram, e foram muitas. Mas, mesmo com essas falhas, o resultado final ainda é positivo, e eu classifico Knock at the Cabin como um dos melhores trabalhos recentes do Shyamalan, que após anos de irregularidades, parece ser encontrar em uma melhor situação.
Shyamalan voltou! De novo!
Já vou começar falando que já esperava as mudanças em relação ao livro, que no fim foram boas até, não atrapalharam o objetivo e desenvolvimento da história.
Shyamalan está em ótima forma aqui, a tensão ta presente o TEMPO TODO.
O elenco ta ótimo e destaque pro Dave Bautista, Jonathan Groff, Ben Aldridge (que eu não conhecia) e Kristen Cui.
O final ambíguo do livro era melhor, mas o final do filme foi coerente.
Suspense/thriller de primeira qualidade.
Que filme satânico.
Poderia ter deixado o público com mais dúvida sobre se era ou não real.
DIzem que o final do livro é diferente, bem mórbido, poderia ter deixado igual. Esse final do filme é bem meia-boca.
KNOCK AT THE CABIN
Direção: M. Night Shyamalan
Ano: 2023
Assistido em: 26/04/2026
M. Night Shyamalan não é um diretor de meios-termos, ele é muito 8 ou 80. Ou se gosta bastante de um trabalho dele, ou simplesmente detesta. Eu queria ter assistido este no cinema, entretanto ele não veio para a minha cidade, e acabou que eu perdi um pouco do entusiasmo e esperei passar esses três anos. Agora que tive a oportunidade de assistir, percebi que ele teve um efeito em mim que eu adoro quando acontece, que é o efeito da indignação. Eu amo quando um filme me deixa puto, me deixa revoltado, me deixa indignado, porque é sinal de que ele conseguiu conversar comigo de uma forma muito particular.
Durante uma viagem a uma cabana isolada, Wen e seus pais, Eric e Andrew, têm a rotina interrompida quando Leonard e outros três desconhecidos invadem o local e os fazem reféns. Alegando agir para evitar o fim do mundo, os invasores apresentam uma escolha impossível: a família deve decidir qual deles será sacrificado voluntariamente. Enquanto eventos catastróficos começam a acontecer, Eric e Andrew entram em conflito sobre acreditar ou não na ameaça, sabendo que qualquer decisão terá consequências irreversíveis.
Como um homem gay, eu sempre quis ver produções onde houvesse protagonistas homossexuais, mas sem todo o drama comum a isso. Sim, porque Hollywood parece só saber fazer longas dramáticos extremamente pesados ou comédias escrachadas, então ver uma produção onde o casal protagonista é gay em um roteiro de suspense e terror, onde a questão da sexualidade é pouco explorada ou nem chega a ser a base, é algo que eu vejo como positivo. Você consegue colocar um casal hetero ali naquela história que vai funcionar da mesma maneira.
É o tipo de normalidade que nós esperamos ver, esperamos ser representados. Entretanto, ainda é pertinente uma crítica: Andrew e Eric são um casal que não tem nenhum tipo de interação como tal. Se você me dissesse que eles são amigos, eu iria acreditar. Eu não sei se o livro é dessa forma, mas no filme, Shyamalan deixou a desejar.
O grande dilema moral que o filme traz é a questão entre você ser um crente e um descrente. Eu, particularmente, sou o Andrew encarnado. Eu tenho zero, aliás, não zero, eu tenho uma carga negativa de crença espiritual, no sobrenatural ou em qualquer coisa não física, não material. Logo, quando eu falei que o filme me despertou muita indignação, é porque os protagonistas tiveram inúmeras oportunidades de se livrar daqueles doidos e não fizeram. Eu sei que, no final, o roteiro toma um lado, mas eu me conheço, eu seria daqueles que, com absoluta certeza, iria pagar para ver.
Tecnicamente falando, a produção é bem simples. O elenco é pequeno, o cenário é basicamente único, mas isso não é um problema. Shyamalan consegue criar um bom clima de tensão, nos deixar apreensivos, a trilha sonora colabora também e o ritmo é muito bom, fazendo com que o tempo passe sem você nem perceber. Quanto ao elenco, eu fiquei surpreso com o Dave Bautista. Não gosto dele como ator, acho fraquíssimo, mas aqui ele até esteve bem. O Jonathan Groff está excelente, mas seu personagem, Eric, é bem chatinho, talvez porque ele represente o oposto daquilo em que eu acredito, o que fez com que eu me encantasse muito pelo personagem Andrew, que o excelente Ben Aldridge deu muita personalidade. Mas, como um Potterhead assumido, eu confesso que esperava mais da participação do Rupert Grint.
Repetindo o que eu disse lá no começo, Shyamalan é muito ame ou odeie. Eu não diria que amei este aqui, mas ele com certeza cai no grupo dos que me agradaram. É claro que algumas arestas do roteiro deveriam ter sido aparadas para deixar o tudo mais redondinho, como, por exemplo, explorar melhor os ditos desastres que acontecem ao longo da trama, para que nós ficássemos ainda mais em dúvida em relação ao que estava acontecendo, reforçando a proposta, que era nos deixar em constante incerteza sobre se aquelas pessoas estavam falando a verdade ou se eram apenas um bando de lunáticos fanáticos surtados.
Ou, ainda, trabalhar mais a carga psicológica dos protagonistas, porque não existe uma justificativa clara do porquê eles colocariam a própria família em risco por um mundo que os rejeita, e não reagiriam de forma mais direta na primeira oportunidade que tiveram, e foram muitas. Mas, mesmo com essas falhas, o resultado final ainda é positivo, e eu classifico Knock at the Cabin como um dos melhores trabalhos recentes do Shyamalan, que após anos de irregularidades, parece ser encontrar em uma melhor situação.
Shyamalan sendo… Shyamalan.
Ideia boa, execução que divide opiniões.
O clima é tenso, os atores seguram bem a carga dramática, mas o roteiro às vezes parece travado numa própria mensagem.
Não é terror convencional, é mais um drama apocalíptico psicológico. Quem entra no clima curte, quem não entra acha arrastado.