Filmado com um iPhone 15 e poucos equipamentos, a trama do longa traz Orsolya, uma oficial de justiça que está encarregada de despejar um homem de sua propriedade, o que acarreta em resultados desastrosos e conflitos morais na personagem principal.
Eu vi o filme como uma crítica....tantos prédios, apartamentos....mas tem uma parcela da população fora ....não tem chance de uma moradia segura....e tem que ser despachado para um abrigo.....
Para estudantes de mestrado/doutorado em Letras, bitolados por conceitos e discussões que giram em círculos eternamente e não possuem impacto algum na vida real. Para os outros, meros mortais, não dêem play. Não vale a pena, porque não entenderão nada, tal como eu.
Faz algum sentido dizer que o Radu Jude "pesou a mão", quando esta é justamente a sua especialidade?; Infelizmente ou não, terei de recorrer a esta cartada tautológica: aqui, fiquei bastante incomodado pelo cinismo discursivo, no sentido de que, tal qual faz em outros filmes, ele expõe uma série progressiva de hipocrisias, e zomba, zomba, zomba, mas não acrescenta nenhuma possibilidade der solução perante o que é exposto. Ok, sabia que isso iria acontecer, mas achei a sua protagonista é mui digna, em sentido moral, quiçá ainda mais que as suas predecessoras imediatas. Ou seja, não compactuei com a paródia (invertida em sentido) de EUROPA '51, rejeitando a santificação que Rossellini concedeu a Ingrid Bergman: é como se o romeno dissesse que a sua agente jurídica estava fazendo o mínimo, em termos de reflexão. E tome-lhe cenas em que ela narra a mesma situação trágica (pelo menos, cinco vezes!), chorando e se culpando, apesar da "não responsabilização jurídica". Elenco esplêndido e diálogos maravilhoso em sua extensão, além da sagacidade nas citações e referências a outros filmes (vide os cartazes que aparecem no bar que fica no saguão de um cinema). Estranhamente, todo mundo que conversa com a protagonista é historicamente consciente, compreendeu as entrelinhas de filmes de Steven Spielberg e Wim Wenders, transita entre idiomas, rejeita a tecnocracia... Há algo de muito mais afetado, narrativamente, neste enredo que nos projetos "enciclopédicos" do realizador. É bom, mas não me desceu bem. Talvez por eu ser o alvo, em meu otimismo teimoso de cinéfilo crente? Pode ser... Assumo a culpa - e choro junto com Orsolya! (WPC>)
Kontinental '25 é um filme que parece mais interessado em testar a paciência do espectador do que em construir uma narrativa envolvente. Radu Jude aposta em longos planos estáticos e diálogos repetitivos que esgotam a força das ideias e impede que elas ganhem corpo. Tecnicamente, as "falhas" com o foco automático, propositais ou não, acabam soando como descuido técnico disfarçado de conceito.
Há inteligência nas intenções e bons temas em jogo, mas o resultado é frio, repetitivo e distante. O filme tenta ser um ensaio sobre culpa, mas se torna um exercício de estilo que cansa mais do que provoca.
Tragicômico, é o segundo filme que vejo desse diretor romeno Radu Jude, acho curioso o estilo do diretor, bem específico , estou com seus filmes mais antigos nas lista pra ver.
Eu vi o filme como uma crítica....tantos prédios, apartamentos....mas tem uma parcela da população fora ....não tem chance de uma moradia segura....e tem que ser despachado para um abrigo.....
Para estudantes de mestrado/doutorado em Letras, bitolados por conceitos e discussões que giram em círculos eternamente e não possuem impacto algum na vida real. Para os outros, meros mortais, não dêem play. Não vale a pena, porque não entenderão nada, tal como eu.
Faz algum sentido dizer que o Radu Jude "pesou a mão", quando esta é justamente a sua especialidade?; Infelizmente ou não, terei de recorrer a esta cartada tautológica: aqui, fiquei bastante incomodado pelo cinismo discursivo, no sentido de que, tal qual faz em outros filmes, ele expõe uma série progressiva de hipocrisias, e zomba, zomba, zomba, mas não acrescenta nenhuma possibilidade der solução perante o que é exposto. Ok, sabia que isso iria acontecer, mas achei a sua protagonista é mui digna, em sentido moral, quiçá ainda mais que as suas predecessoras imediatas. Ou seja, não compactuei com a paródia (invertida em sentido) de EUROPA '51, rejeitando a santificação que Rossellini concedeu a Ingrid Bergman: é como se o romeno dissesse que a sua agente jurídica estava fazendo o mínimo, em termos de reflexão. E tome-lhe cenas em que ela narra a mesma situação trágica (pelo menos, cinco vezes!), chorando e se culpando, apesar da "não responsabilização jurídica". Elenco esplêndido e diálogos maravilhoso em sua extensão, além da sagacidade nas citações e referências a outros filmes (vide os cartazes que aparecem no bar que fica no saguão de um cinema). Estranhamente, todo mundo que conversa com a protagonista é historicamente consciente, compreendeu as entrelinhas de filmes de Steven Spielberg e Wim Wenders, transita entre idiomas, rejeita a tecnocracia... Há algo de muito mais afetado, narrativamente, neste enredo que nos projetos "enciclopédicos" do realizador. É bom, mas não me desceu bem. Talvez por eu ser o alvo, em meu otimismo teimoso de cinéfilo crente? Pode ser... Assumo a culpa - e choro junto com Orsolya! (WPC>)
Kontinental '25 é um filme que parece mais interessado em testar a paciência do espectador do que em construir uma narrativa envolvente. Radu Jude aposta em longos planos estáticos e diálogos repetitivos que esgotam a força das ideias e impede que elas ganhem corpo. Tecnicamente, as "falhas" com o foco automático, propositais ou não, acabam soando como descuido técnico disfarçado de conceito.
Há inteligência nas intenções e bons temas em jogo, mas o resultado é frio, repetitivo e distante. O filme tenta ser um ensaio sobre culpa, mas se torna um exercício de estilo que cansa mais do que provoca.
Tragicômico, é o segundo filme que vejo desse diretor romeno Radu Jude, acho curioso o estilo do diretor, bem específico , estou com seus filmes mais antigos nas lista pra ver.