Através de Efrain, também conhecido como o Reaper, vamos descobrir as conexões profundas entre seu trabalho e sua vida pessoal, sua relação com a morte, suas culpas e perdas.
Assistir esse tipo de película sempre traz grande reflexão a cerca da vida e a questão de quem são os verdadeiros animais nesse mundo em que vivemos. Porém como disse o amigo no comentário abaixo, há a tentativa de minimizar e justificar a morte de milhares de animais simplesmente pelo fato de o trabalhador precisar sustentar sua família, e nisso o curta peca.
O ponto de partida é magnífico e, tecnicamente (fotografia, montagem, trilha sonora, etc.), este filme é brilhante. Porém, infelizmente, o que poderia ser uma longeva reflexão sobre especismo reiterado, esmagamento de vidas pelos capitalismo introjetado como necessidade inalienável, ou desalento acarretado pela inevitabilidade da morte vindoura (para todos, eventualmente como assassinato "justificado") torna-se um lamento sub-economicista, um tratado comiserativo sobre a aceitação forçada das más condições de trabalho por um homem deveras simpático (não obstante "matar 500 touros por dia, 6 vezes por semana, há 20 anos", e gostar disso), que o faz para legar um mínimo de conforto à sua família. Não me convenceu enquanto justificativa (que retroalimenta o 'status quo' destrutivo dos matadouros - vide o desfecho do também mexicano A JAULA DE OURO), mas tem belíssimos momentos e merece ser visto, contemplado e discutido! (WPC>)
Assistir esse tipo de película sempre traz grande reflexão a cerca da vida e a questão de quem são os verdadeiros animais nesse mundo em que vivemos. Porém como disse o amigo no comentário abaixo, há a tentativa de minimizar e justificar a morte de milhares de animais simplesmente pelo fato de o trabalhador precisar sustentar sua família, e nisso o curta peca.
O ponto de partida é magnífico e, tecnicamente (fotografia, montagem, trilha sonora, etc.), este filme é brilhante. Porém, infelizmente, o que poderia ser uma longeva reflexão sobre especismo reiterado, esmagamento de vidas pelos capitalismo introjetado como necessidade inalienável, ou desalento acarretado pela inevitabilidade da morte vindoura (para todos, eventualmente como assassinato "justificado") torna-se um lamento sub-economicista, um tratado comiserativo sobre a aceitação forçada das más condições de trabalho por um homem deveras simpático (não obstante "matar 500 touros por dia, 6 vezes por semana, há 20 anos", e gostar disso), que o faz para legar um mínimo de conforto à sua família. Não me convenceu enquanto justificativa (que retroalimenta o 'status quo' destrutivo dos matadouros - vide o desfecho do também mexicano A JAULA DE OURO), mas tem belíssimos momentos e merece ser visto, contemplado e discutido! (WPC>)