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Em um brusco rompimento em sua vida, Vera (Aitana Sánchez-Gijón) abandona o marido e arruma um emprego que a afasta de Madri por algum tempo. Neste novo trabalho ela escreve sobre um livro de fotografias de um argentino morto na Guerra Civil Espanhola. Aos poucos ela descobre a história de amor entre o fotógrafo e uma prostituta. Condenada à morte por um câncer, Vera resolve então ir à Patagônia, na Argentina, para saber mais sobre a vida dos personagens que tanto a fascinam.
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Filme extraordinário, é o melhor filme Argentino que vi até agora, assisti por causa da diretora/roteirista Lucía Puenzo, mas aqui ela apenas colabora como roteirista secundária. O grande mérito do filme foi conseguir criar um poema cinematográfico com uma maneira especial de contar a história, a ideia de fundir as duas histórias paralelas, do romance da prostituta com o fotógrafo, e de sua futura pesquisadora e escritora Vera, foi incrível; os tempos se misturam sem que as histórias se misturem, e temos tango, o bom e velho tango Argentino, pude contemplar até um sexo-tango. Fala bem do eterno retorno, e tanto a baleia quanto a escritora representam este eterno retorno, ora pelo simples encalhar na praia, ora pelos passos de Vera que repetem alguns dos momentos da prostituta. A cena final é realmente linda, passei a amar aquela baleia, e a prostituta respeitei ainda mais. No início não estava dando créditos ao filme, mas conforme avança, pude compartilhar de um dos melhores momentos cinematográficos argentinos. Ótimo, novamente friso a maneira de contar que foi extraordinária. Olhos de Baleia, olhos de baleia, digo só isso.
Um erro grosseiro de pontuação distorce a história:
"...e uma prostituta, condenada à morte por um câncer. Vera resolve então ir à Patagônia"
Quando o correto seria:
"e uma prostituta. Condenada à morte por um câncer, Vera resolve então ir à Patagônia"