Dirigido por
Duração
Lançado em Paris em abril de 1906 e posteriormente distribuído com legendas recém-traduzidas em maio de 1907 nos Estados Unidos. É dividido em 25 cenas separadas, desde a chegada a Belém, até onde José e Maria são afastados do estábulo para o sepultamento de Cristo. Pelos padrões do período, foi uma obra ambiciosa e prodigiosa, bem como épica em tempo de execução, já que é de uma época em que a maioria dos filmes duravam apenas alguns minutos. Em cada uma das sequências, Guy procura ritualizar a vida e a morte de Cristo com uma série de ações gestuais, em que as fases da vida de Cristo podem ser segmentadas em uma série de performances tableaux.
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Não imaginei que seria meia hora de filme, uma produção bem longa pra época e muito bem feita, com cenários e figurinos detalhados. A obra é dividida em mais de 20 cenas descrevendo toda a vida de Jesus, desde seu nascimento até morte e ressurreição. Interessante notar o uso da técnica de dupla exposição para retratar as aparições de anjos e a ascensão de Cristo aos céus.
O filme traz toda essa descrição num enquadramento de câmera distante da ação, como se estivéssemos no teatro (Proscenium Arch). As cenas têm esse tom de pequenas pinturas ou pequenas peças retratando as passagens bíblicas, além de puxar mais pro ponto de vista católico
Ótima fotografia, cenários, figurinos, curti o tracking shot... Muito bom !
Alice Guy faz um bom trabalho de cenografia, mas seu filme perde visualmente para La Vie et La Passion de Jesus Christ (1903) de Ferdinand Zecca. Uma das cenas do filme de Guy é obviamente inspirada no de Zecca: aquela em que uma orquestra de anjos toca para o bebê Jesus.