Deanna Durbin tornou-se uma bela jovem em "Laços Eternos", uma sequência não oficial de "Três Pequenas do Barulho". Durbim é Penelope Craig, a sonhadora filha dos ricos Judson e Dorothy Craig (Charles Winninger e Nella Walker). Apaixonada pelo charmoso playboy Bill Morley (Joseph Cotten), com uma idade bem mais avançada do que a sua, Penelope não descansará enquanto não torná-lo seu marido. Repleto de situações românticas e divertidas, este belo musical tem uma equipe musical com nomes como Cole Porter, e foi indicado ao OSCAR de melhor música pela canção "Say a Pray'r for the Boys Over There".
Sem anúncios
Aproveite o melhor do Filmow sem interrupções
Se discordei com o fato de Um Sonho Desfeito ser o filme da Deanna com menor nota no IMDB, tenho que concordar com a nota baixa desse daqui, que é o segundo com a menor nota naquele site. De memória, aliás, acho que é o pior filme protagonizado pela atriz. E vários são os motivos.
Não vou reclamar do fato de ser um filme de guerra. O contexto da época exigia isso e é até interessante de assistir sob a perspectiva atual. A ideia de ser uma continuação, fechando a trilogia de 3 Pequenas do Barulho também é interessante, pegando Penny, uma personificação da inocência da década anterior (dominada por atrizes e atores mirins, como a própria Deanna, Shirley Temple, etc) e colocá-la, agora adulta, em um contexto mais sério, de guerra.
Na verdade, os dois principais problemas são a ausência das outras irmãs (mal são citadas) e o casal protagonista. Arrisco dizer, aliás, que foi o pior par romântico de Deanna. E o problema nem é o ator, ele até se esforça. A questão é que o relacionamento dos dois já começa ruim, com um beijo roubado do absoluto nada, ou aquela frase que contraria o "não é não". E a Penny, que estava totalmente desinteressada, apaixona pelo traste "porque sim". Mas, não só isso, faltou química. Parece que o ator do Bill, tentando se esforçar no dilema do protagonista, que ama a aviação e receia se apaixonar ou fazer alguém se apaixonar por ele e depois sofrer caso ele morra, acaba não se entregando ao par romântico e quebrando a química entre os dois. Bill é mal escrito, confuso, mal trabalhado e o dilema do casal protagonista não ser tão bem construído prejudica muito o filme e seu arco dramático.
Já sobre a ausência das irmãs, realmente seria mais interessante vê-las trabalhando na fábrica de aviões, ou mesmo uma delas sendo a personagem que perde o marido na guerra. Pelo menos os pais de Penny retornam e até aparecem bem, embora estejam naquela cena bizarra que exibem filmes da Deanna como se fossem gravações caseiras. Se são gravações caseiras quem raios filmou aquilo?
Bom, de bastante positivo, além da sempre boa presença de Deanna, temos um humor muito bem executado e que tira algumas risadas, principlamente envolvendo o pai de Penny.
Aliás, não sei porque Beguin the Beguine concorreu ao Oscar. Deanna cantou várias músicas mais marcantes ao longo de seus outros filmes.
Nota: 6.7.
Drama romântico musical em preto e branco da Universal Pictures Corporation indicado ao Oscar de melhor canção original. Este foi o 2° de 5 filmes dirigidos por Frank Ryan (1907-1948), que também era roteirista.
Este filme completa a trilogia não-oficial após Três pequenas do barulho (36) e
3 meninas endiabradas (39), onde a atriz canadense Deanna Durbin (1921-2013) reprisou seu papel como Penny Craig, que era a única irmã que permanecia em casa. Joseph Cotten (1905-1994) fez o par romântico ao lado da bela e jovem cantora na trama, onde interpreta várias músicas.
Quando os filmes caseiros são exibidos, há clipes dos filmes anteriores de Deanna Durbin: Três pequenas do barulho (36), Louca por Música (38), 3 meninas endiabradas (39) e O primeiro amor (39). De acordo com um artigo no "California Eagle" (3 de junho de 1943), 600 figurantes foram empregados para as cenas na fábrica de defesa; o artigo mencionava 15 extras masculinos e 15 femininos que eram afro-americanos.