Mesmo tendo visto o filme numa cópia péssima, fiquei encantado com o direcionamento melodramático da obra, que difere bastante da trama literária original. O que nem é um problema: comungamo-nos imediatamente ao desamparo da protagonista, magistralmente interpretada por Ann Harding. É impressionante como os homens dos quais ela se aproxima são calhordas, mas é ainda mais chocante que a personagem mais ignóbil seja outra mulher. A direção de Frank Lloyd é inspirada (sobretudo na segunda metade, mais pesada) e inúmeras situações (a lembrança da "felicidade na escada", por exemplo) tornam este filme francamente memorável. Antecede as protagonistas à la JEZEBEL, de Bette Davis. Muito bem conduzido e com respeito surpreendente aos tempos silenciosos, em meio ao falatório exigido por Hollywood, à época. O melhor desta safra Oscar 1931. Trabalho magistral, já quero revê-lo (na cópia a que tive acesso, o desfecho fôra filmado ilegalmente, numa projeção privada, na qual as pessoas gargalhavam, enquanto a protagonista sofria. Doeu!). Muitíssimo bom, uma quase obra-prima hollywoodiana arquetípica! (WPC>)
Melodrama bem característico do cinema americano, confesso que me incomodou muito o dilema da mulher que anseia em organizar festinhas para recepcionar a burguesia e desfilar seu aristocratismo. Em certo ponto acabei me desligando da trama mas é engraçado ver o teor pré -codigo Hays e de como o comportamento feminino parecia mais liberal nos 30 , e aqui me refiro à divorcio e traição, do que um representação de uma mulher nos 50 ( claro aqui já no formato embelezado de comportamento do código)
Drama romântico pré-Código em preto e branco da Fox Film Corporation indicado ao Oscar de melhor filme. O filme foi baseado no romance homônimo 1861 de Ellen Wood (1814-1887). O filme é a 3° adaptação do livro produzida pela Fox. As versões anteriores são o lançamento de 1916 e o de 1925.
Este filme teve outras 15 versões baseadas no mesmo romance, incluindo 7 curtas, 6 longas e 2 filmes para a TV. Preservada em 1979 pela UCLA a partir da única cópia em nitrato sobrevivente. Existe apenas uma cópia do filme, embora existam cópias piratas em DVD sem a cena final. Esta cópia está em bom estado, embora vários fotogramas tenham um "X", indicando que seriam removidos na fase de edição do filme.
A refinada Lady Isabella Carlisle, após deixar sua família e suportar quase uma década de dificuldades, descobre que seu filho adoeceu, William. Apesar de quase ter ficado cega em decorrência de uma explosão, ela retorna para casa para ver seu filho novamente. Anos depois de entregar seu filho ilegítimo a estranhos, ela encontra o menino morrendo de tuberculose por acaso.
Um trabalho interessante que pega uma peça lendária e a transpõe para um drama cinematográfico forte e encantador.
Mesmo tendo visto o filme numa cópia péssima, fiquei encantado com o direcionamento melodramático da obra, que difere bastante da trama literária original. O que nem é um problema: comungamo-nos imediatamente ao desamparo da protagonista, magistralmente interpretada por Ann Harding. É impressionante como os homens dos quais ela se aproxima são calhordas, mas é ainda mais chocante que a personagem mais ignóbil seja outra mulher. A direção de Frank Lloyd é inspirada (sobretudo na segunda metade, mais pesada) e inúmeras situações (a lembrança da "felicidade na escada", por exemplo) tornam este filme francamente memorável. Antecede as protagonistas à la JEZEBEL, de Bette Davis. Muito bem conduzido e com respeito surpreendente aos tempos silenciosos, em meio ao falatório exigido por Hollywood, à época. O melhor desta safra Oscar 1931. Trabalho magistral, já quero revê-lo (na cópia a que tive acesso, o desfecho fôra filmado ilegalmente, numa projeção privada, na qual as pessoas gargalhavam, enquanto a protagonista sofria. Doeu!). Muitíssimo bom, uma quase obra-prima hollywoodiana arquetípica! (WPC>)
Melodrama bem característico do cinema americano, confesso que me incomodou muito o dilema da mulher que anseia em organizar festinhas para recepcionar a burguesia e desfilar seu aristocratismo. Em certo ponto acabei me desligando da trama mas é engraçado ver o teor pré -codigo Hays e de como o comportamento feminino parecia mais liberal nos 30 , e aqui me refiro à divorcio e traição, do que um representação de uma mulher nos 50 ( claro aqui já no formato embelezado de comportamento do código)
Drama romântico pré-Código em preto e branco da Fox Film Corporation indicado ao Oscar de melhor filme. O filme foi baseado no romance homônimo 1861 de Ellen Wood (1814-1887). O filme é a 3° adaptação do livro produzida pela Fox. As versões anteriores são o lançamento de 1916 e o de 1925.
Este filme teve outras 15 versões baseadas no mesmo romance, incluindo 7 curtas, 6 longas e 2 filmes para a TV. Preservada em 1979 pela UCLA a partir da única cópia em nitrato sobrevivente. Existe apenas uma cópia do filme, embora existam cópias piratas em DVD sem a cena final. Esta cópia está em bom estado, embora vários fotogramas tenham um "X", indicando que seriam removidos na fase de edição do filme.
A refinada Lady Isabella Carlisle, após deixar sua família e suportar quase uma década de dificuldades, descobre que seu filho adoeceu, William. Apesar de quase ter ficado cega em decorrência de uma explosão, ela retorna para casa para ver seu filho novamente. Anos depois de entregar seu filho ilegítimo a estranhos, ela encontra o menino morrendo de tuberculose por acaso.
Uma pena que a UCLA não disponibiliza logo a cópia completa desse filme, pelo menos temos a versão sem os minutos finais, que ainda assim vale apena.