A direção é quase amadora e o trabalho de câmera no início chegou a me fazer pensar que se tratava de um documentário. Há muita música no filme, as canções são boas de se ouvir, mas se perde muito tempo com elas. O roteiro que parece improvisado entrega alguns diálogos interessantes, mas na maior parte do tempo nada de relevante acontece no filme. Apesar do amadorismo ele traz algumas passagens que merecem ser vistas. O que me impede de dar uma cotação maior é a desnecessária cena de um coelho sendo mutilado vivo.
Este clássico obscuro era um desejo antigo, mas difícil de ser realizado. Bastante raro e criticamente obscuro (apesar de genial), antecipa bastante algumas soluções psico-analíticas dos filmes posteriores de John MacNaughton, além de possuir similaridades formais com obras do Paul Morissey, do Lars von Trier mais recente e até mesmo do Açpichatpong Weerasethakul (risos). Ou seja, em sua exposição mui barata (monetariamente) do fracasso matrimonial como desencadeador do comportamento assassino em massa, este filme diagnostica as mazelas do falso conservadorismo estadunidense e até mesmo a psicologia dos bolsominions. Fiquei absolutamente incomodado com a sujeira moral do protagonista, que é observado à distância pelo diretor, que, apesar de possuir um laudo discursivo sobre o mesmo, respeita o seu direito de existir, o que configura um magnânimo exercício de alteridade. Brilhante musicado por canções românticas 'country' de forte perspectiva melodramática, este filme, visto no dia de meu aniversário, ficará eternamente marcado por sua efetividade especular na crise regressiva política que vivemos - não apenas no Brasil, mas em todo o mundo. Absolutamente genial, ainda que sumamente desagradável! (WPC>)
Não sei se considero um filme de vanguarda mas sim um filme sem grande orçamento, e que faz o possível dentro de suas limitações. Não sei se me agrada muito mesmo é seu roteiro esquizofrênico.
Filme de vanguarda, saído da cabeça do Jon Jost, feito com um gasto mínimo e uma atuação incrível do ator Tom Blair como um anti herói insano. O filme é pesado mas bastante poético, faz uma forte crítica à cultura violenta, alucinante dos EUA, sustentada em contrastes sociais extremos e modos de vida desesperadores. Um clássico underground.
Já avisando que não me agradou, sempre que vejo filme inspirado em algo é bom, mas esse é o primeiro que não me agradou
A direção é quase amadora e o trabalho de câmera no início chegou a me fazer pensar que se tratava de um documentário. Há muita música no filme, as canções são boas de se ouvir, mas se perde muito tempo com elas. O roteiro que parece improvisado entrega alguns diálogos interessantes, mas na maior parte do tempo nada de relevante acontece no filme. Apesar do amadorismo ele traz algumas passagens que merecem ser vistas. O que me impede de dar uma cotação maior é a desnecessária cena de um coelho sendo mutilado vivo.
Este clássico obscuro era um desejo antigo, mas difícil de ser realizado. Bastante raro e criticamente obscuro (apesar de genial), antecipa bastante algumas soluções psico-analíticas dos filmes posteriores de John MacNaughton, além de possuir similaridades formais com obras do Paul Morissey, do Lars von Trier mais recente e até mesmo do Açpichatpong Weerasethakul (risos). Ou seja, em sua exposição mui barata (monetariamente) do fracasso matrimonial como desencadeador do comportamento assassino em massa, este filme diagnostica as mazelas do falso conservadorismo estadunidense e até mesmo a psicologia dos bolsominions. Fiquei absolutamente incomodado com a sujeira moral do protagonista, que é observado à distância pelo diretor, que, apesar de possuir um laudo discursivo sobre o mesmo, respeita o seu direito de existir, o que configura um magnânimo exercício de alteridade. Brilhante musicado por canções românticas 'country' de forte perspectiva melodramática, este filme, visto no dia de meu aniversário, ficará eternamente marcado por sua efetividade especular na crise regressiva política que vivemos - não apenas no Brasil, mas em todo o mundo. Absolutamente genial, ainda que sumamente desagradável! (WPC>)
Não sei se considero um filme de vanguarda mas sim um filme sem grande orçamento, e que faz o possível dentro de suas limitações. Não sei se me agrada muito mesmo é seu roteiro esquizofrênico.
Filme de vanguarda, saído da cabeça do Jon Jost, feito com um gasto mínimo e uma atuação incrível do ator Tom Blair como um anti herói insano. O filme é pesado mas bastante poético, faz uma forte crítica à cultura violenta, alucinante dos EUA, sustentada em contrastes sociais extremos e modos de vida desesperadores. Um clássico underground.