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Imigrante brasileira há 25 anos em Nova York, Laura sai todas as noites para as festas mais badaladas, freqüenta os restaurantes mais caros da cidade, fura as pré-estréias dos filmes mais quentes e, no entanto, mora numa espécie de cortiço em Manhattan onde tem que dividir o banheiro com os demais moradores do andar, na sua maioria imigrantes ilegais. Fazer-se vista e reconhecida, numa luta constante contra o fracasso e o anonimato, é a única maneira de Laura se manter viva. O filme questiona o que significa sucesso; examina o medo do retorno à pátria; a pressão inconsciente de uma família abandonada em Curitiba, e a criação consciente de uma fantasia como forma de proteção.
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alguém sabe onde posso assistir? fiquei bastante interessado com a sinopse
Que belo retrato da alma humana...com suas dores e desejos, com seus sonhos e tormentos... Um filme único. Uma mulher única.
ASSISTI E ACHEI INTERESSANTE!!! É BEM DOC. ROAD POOR MOVIE, MAS É LEGAL, EU QUERIA VER MAIS, O FINAL FICOU MEIO INDECISO!!! MAS TA VALENDO. LEMBRANDO QUE ESSE FILME FOI LABORATORIO PRO DIRETOR QUE TINHA ACABADO DE SE FORMAR EM CINEMA!!!
Laura é uma personagem maravilhosa do ponto de vista cinematográfico: espevitada, sincera, rude, eloquente, bonita, dramática e com um ego inflado. Tem um quê de Eve nela.
Assisti pela sinopse que me captou, queria entrar no mundo de Laura e dançar nas mesmas festas, jantar com as personalidades, entender como alguém aparece em festas sem ser convidada e coisas do tipo - descobrir cada parte da personalidade dela. No entanto, a relação entre o diretor e Laura acaba tirando o foco real do documentário, chegando ao cúmulo do co-diretor e produtora também aparecerem no filme. Ficou um filme inseguro e imaturo. Laura merecia todos os minutos do documentário acabou virando coadjuvante em sua própria história. Não foram discutidos seus sonhos, suas ambições, como chegou ali, o que aconteceu de fato em sua vida...
Além disso, o diretor não deixa as coisas fluírem, sempre quer colocar somente o seu ponto de vista nas situações e acaba prejudicando toda a sequência natural das coisas. Tinha tudo pra ser interessante, mas acabou virando entediante. Uma lástima.
Não vou mentor: a personagem é interessante. O diretor, entretanto, não sabia direito o que fazer com ela (ou melhor: queria fazer APENAS do seu jeito!) e a destrata, julga-a de maneira inclemente e injusta, tornando-se ele um pretensioso personagem secundário do filme, esnobe e pantinzeiro, o que incomoda sobremaneira a feitura do mesmo, que passa a ser um esnobe inventário dos tiques da protagonista, um tanto espevitada, que seja, mas inequivocamente espirituosa, sincera em suas diretrizes relacionais e digna de gozar as ilusões de liberdade que apregoava aos quatro ventos metropolitanos. Durante a sessão, irritei-me sobremaneira, senti nojo deste realizador tão presunçoso, que, por conta de suas limitações cinematográficas contraproducentes num documentário (em que a vida deveria fruir...), faz com que o resultado final seja o choro bem-sucedido de uma criança mimada. E, enquanto isso, Laura era convencida a usar microfones na surdina e tinha os seus pertences retirados de casa a fórceps, por que decidiram que isso seria melhor para ela. Humpf! Salva-se a ótima participação do Ron Perlman e a graça natural da protagonista real, uma pessoa, PESSOA! (WPC>)