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Marker viaja pela primeira vez ao japão com a intenção de realizar um documentário sobre as olimpíadas (Tokyo 64), e conhece na rua uma jovem, Koumiko Muraoka (na realidade amiga dos ajudantes da produção), que se transforma na protagonista do filme. Segue-a com a câmera pela cidade e se detém em suas expressões e gestos. Através das conversas e de uma gravação que Koumiko envia para Marker, com as respostas de um questionário que ele deixou para ela, o filme destila elementos de sua identidade (feminina, japonesa) e expõe as contradições do Japão contemporâneo, ao um só tempo ocidentalizado e preso a suas tradições.
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Quando terminei esse documentário fiquei com vontade de me apaixonar no meio das olimpíadas por uma mulher japonesa que fala um pouco de minha língua nativa enquanto ela acusa e desconstrói estigmas negativos de sua própria origem também (e de preferência no show do Tokyo Incidents) mas infelizmente não sou o Chris Marker pois não tenho o talento nem a 8mm muito menos o dinheiro para aparecer no meio das Olimpíadas de Tóquio quem dirá convencer uma mulher japonesa de falar comigo então fiquemos aqui com o deslumbre do cinema mesmo...
O cinema é memória de universos acontecimentos. Nada é puramente desimportante.
Uma total consciência de si e uma total ignorância de si: Koumiko, o Japão pós-guerra e a capacidade de manter um projeto identitário sólido, sufocante, e ao mesmo tempo se olhar de fora, rir, chorar e se fetichizar através do olhar do outro. Baita filminho, vai.
talvez eu e a koumiko seriamos boas amigas...