O filme conta a história de três garotas que trabalhavam em uma pequena indústria de roupas femininas e que se reuniam na escadaria da Praça de Espanha, um dos pontos turísticos de Roma. É narrado por um indivíduo conhecido como "professor", que da janela da biblioteca observava as jovens quase diariamente.
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Ri bastante e me emocionei muito com esse filme. A vida e a juventude de três amigas da classe trabalhadora na Itália do pós-Segunda Guerra, Elena, Marisa e Lucia. A história é de uma simplicidade e sensibilidade desconcertante.
https://www.youtube.com/watch?v=a-be4SoHoUw&t=8s
As cenas mais hilárias são as brigas da Marisa com a vizinha fura olho, a briga que aconteceu naquela festa onde Lucia e Amadeo foram que tocava Chiquita Bacana, a fofocaiada dos vizinhos da Marisa,
(Eles conseguiram inventar uma história inédita no filme onde Elena desmaiou porque estava grávida de Augusto e por isso Marisa fugiu hahahahaha)
É engraçadíssimo quando as três estão passeando no dia seguinte depois da confusão do falso sequestro e encontram o cara e a Lucia exclama pras amigas: "Mamma Mia! O Motorista!" Ela tinha se esquecido completamente dele!
Já os momentos mais tristes foram com a mãe da Elena e com certeza o final com o Professor.
Depois de tudo que aconteceu, o Professor percebeu que o convite do casamento entre Marisa e Augusto era o início do fim e que, em breve, Lucia e Elena também se casariam. Na década de 50, isto significava que largariam seus empregos e se dedicariam ao lar, sem que o filme precise dizer isso explicitamente, afinal, foi mais ou menos o que ocorreu com a mãe da Marisa. O que fica implícito é o futuro delas, onde a amizade tão bonita e forte entre as três seria posta a prova pelo tempo e a distância, sobretudo no caso de Lucia, que morava afastada da cidade. Fica a critério do público interpretar o que aconteceu na vida delas. Ficamos apenas com aquele gosto de quero mais. Nesse ponto somos representados pelo personagem do Professor, que representa ali os espectadores, que se apegaram a elas como se fizessem parte de suas vidas. Por isso mesmo é tão triste vê-las partir...
Emmer bebe na fonte do neorrealismo e faz uma mistura exitosa de comédia e crítica social.