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Sinopse
Alain (Laurent Lucas) e Benédicte (Charlotte Gainsbourg) são um casal recém-chegado em uma vizinhança ao sul da França. Eles têm sua vida alterada após conhecerem em um jantar, Alice (Charlotte Rampling), a esposa do patrão de Alain.
A) Acha que ele apareceu lá de uma forma sobrenatural, e fica absurdamente encucado com isso?
B) Imagina que ele possa ter vindo da casa de um vizinho?
Por que será que ninguém durante o filme pensa nisso? Será possível? Um veterinário fica transtornado e parece não encontrar a explicação mais fácil!
Outra pergunta: vocês acham que o Alain pode ser considerado chifrudo oficialmente? Afinal a mulher dele estava possuída pela maluca. Algo para se refletir.
Estranho mas muito bom, nunca foi muito o role das Charlottes fazerem filme "normalzinho" .... vi mais por elas, mas aqui Laurent Lucas que mandou bem.
Simplesmente extraordinário. Num ritmo bem cadenciado o diretor nos envolve numa trama que nos deixa totalmente sem fôlego, imaginando o desfecho desta história e sem conseguir tirar os olhos da tela até o final surpreendente. Uma das mais singulares manifestações do verdadeiro significado do termo suspense no cinema. Uma esplêndida demonstração do que o eterno mestre Hitchcock apresentava em suas produções bem cuidadas. Comparar Dominik Moll com Alfred Hitchcock não é mera coincidência. Observamos todo o tempo os elementos que permeiam a obra destes dois diretores, transformando situações aparentemente simples, de pessoas comuns, em roteiros profundamente rebuscados. Mesmo o paralelo feito entre a sociedade dos lemmings, inicialmente sem sentido no filme, tem um significado profundo no contexto geral, visto que este animaizinhos possuem a fama de praticarem o suicídio coletivo. Um filme magistral, que nos deixa incomodados em determinados momentos e nos conduz com maestria por caminhos inesperados. Fantástico!
No início parece que vai ser um puta filme, a atmosfera é estranha demais e isso acaba te prendendo. Mas aí o filme começa a dar voltas, e voltas, e voltas, e voltas...aí quando vc já tá de saco cheio ele dá mais voltas e voltas e voltas...vai pra todos os lados e ao mesmo tempo não vai pra lado nenhum. As personagens agem de forma extremamente nonsense em vários momentos. A personagem da gainsburg até parece estar enfeitiçada em algumas cenas, cheguei a cogitar algum elemento sobrenatural que tivesse me escapado até então mas não, era só os personagens agindo de forma bizarra para segurar a estranheza criada no início do filme, que neste momento se sustenta pelo simples prazer de "enganar" o espectador sem acrescentar nada ao desenvolvimento da trama. Não dá pra saber o que é real, alucinação, doença mental, imaginação...por alguns breves momentos esse recurso é utilizado de maneira bem interessante, mas quando vc vê que falta vinte minutos pra acabar o filme e tudo o que você viu foi isso (só pra ficar dando voltas, desenvolvimento zero...) fica difícil não perder a paciência. O final, bem feijão com arroz, me causou a sensação de que o diretor/roteirista não teve muita noção do que fazer com aquela estranheza toda que dava o tom desde o início e terminou com um final extremamente banal, reforçando a sensação de que ele não tinha idéia do que fazer com esse plot (sensação que me acompanhou durante boa parte do filme). Enfim, tive a impressão que o diretor fez um filme só para ele entender/saber do que se trata ou como exercício de estilo.
Uma ótima condução de Moll e o resultado é um dos melhores suspenses mais desconhecidos que já vi na vida.
>Maratona Charlotte Gainsbourg - Assistido em 07 de Janeiro de 2025
Uma pesquisa de opinião breve com quem assistiu ao filme. Vamos supor que você encontra um hamster norueguês na sua cozinha, você:
A) Acha que ele apareceu lá de uma forma sobrenatural, e fica absurdamente encucado com isso?
B) Imagina que ele possa ter vindo da casa de um vizinho?
Por que será que ninguém durante o filme pensa nisso? Será possível? Um veterinário fica transtornado e parece não encontrar a explicação mais fácil!
Outra pergunta: vocês acham que o Alain pode ser considerado chifrudo oficialmente? Afinal a mulher dele estava possuída pela maluca. Algo para se refletir.
Estranho mas muito bom, nunca foi muito o role das Charlottes fazerem filme "normalzinho" .... vi mais por elas, mas aqui Laurent Lucas que mandou bem.
Simplesmente extraordinário. Num ritmo bem cadenciado o diretor nos envolve numa trama que nos deixa totalmente sem fôlego, imaginando o desfecho desta história e sem conseguir tirar os olhos da tela até o final surpreendente. Uma das mais singulares manifestações do verdadeiro significado do termo suspense no cinema. Uma esplêndida demonstração do que o eterno mestre Hitchcock apresentava em suas produções bem cuidadas. Comparar Dominik Moll com Alfred Hitchcock não é mera coincidência. Observamos todo o tempo os elementos que permeiam a obra destes dois diretores, transformando situações aparentemente simples, de pessoas comuns, em roteiros profundamente rebuscados. Mesmo o paralelo feito entre a sociedade dos lemmings, inicialmente sem sentido no filme, tem um significado profundo no contexto geral, visto que este animaizinhos possuem a fama de praticarem o suicídio coletivo. Um filme magistral, que nos deixa incomodados em determinados momentos e nos conduz com maestria por caminhos inesperados. Fantástico!
No início parece que vai ser um puta filme, a atmosfera é estranha demais e isso acaba te prendendo. Mas aí o filme começa a dar voltas, e voltas, e voltas, e voltas...aí quando vc já tá de saco cheio ele dá mais voltas e voltas e voltas...vai pra todos os lados e ao mesmo tempo não vai pra lado nenhum. As personagens agem de forma extremamente nonsense em vários momentos. A personagem da gainsburg até parece estar enfeitiçada em algumas cenas, cheguei a cogitar algum elemento sobrenatural que tivesse me escapado até então mas não, era só os personagens agindo de forma bizarra para segurar a estranheza criada no início do filme, que neste momento se sustenta pelo simples prazer de "enganar" o espectador sem acrescentar nada ao desenvolvimento da trama. Não dá pra saber o que é real, alucinação, doença mental, imaginação...por alguns breves momentos esse recurso é utilizado de maneira bem interessante, mas quando vc vê que falta vinte minutos pra acabar o filme e tudo o que você viu foi isso (só pra ficar dando voltas, desenvolvimento zero...) fica difícil não perder a paciência. O final, bem feijão com arroz, me causou a sensação de que o diretor/roteirista não teve muita noção do que fazer com aquela estranheza toda que dava o tom desde o início e terminou com um final extremamente banal, reforçando a sensação de que ele não tinha idéia do que fazer com esse plot (sensação que me acompanhou durante boa parte do filme). Enfim, tive a impressão que o diretor fez um filme só para ele entender/saber do que se trata ou como exercício de estilo.