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Em meio às batalhas que se sucederam após a Revolução de Outubro, Lenin sofreu um atentado, no dia 30 agosto de 1918. Gravemente ferido, consegue se restabelecer algumas semanas depois. Nesta continuação de seu "Lenin em Outubro", Mikhail Romm volta a conjugar personagens reais e fictícios numa trama carregada de ação, suspense, heroísmo, traição, humor e lirismo, que conduz o espectador ao centro dos acontecimentos e o envolve pela força de seu realismo.
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Boris Shchukin faz o melhor Lênin de todos: a voz e os trejeitos são ótimos. Nesse período, o poder soviético recém estava se consolidando e as invasões estrangeiras e a guerra civil ameaçavam estraçalhar o antigo império russo. Tempos difíceis.
Xô comunismo!
O maior defeito deste filme é o exagero ao tentar enaltecer Lenin, tem momentos de pura propaganda que causam até vergonha alheia: Lenin preocupa-se com as criancinhas; Lenin preocupa-se com a falta de pão; Lenin está sempre preocupado com os outros etc. E isso fica tão ridículo ao ponto de perguntarmos se ele era só um cara legal (quase um santo) ou se ele realmente contribuiu para a revolução russa. Os bons momentos são aqueles que vão além da pessoa de Lenin, aí sim o filme cria interesse verdadeiro, até porque é muito bem fotografado e tem qualidades artísticas. Aliás, neste ponto, o diretor tem o maior cuidado em sempre fazer Lenin parecer grande e altivo.
O cinema soviético é muito bom, a qualidade é impecável, o tom de humor e ação na medida certa, mas esse filme é nitidamente uma propaganda stalinista. Essa beatificação da figura de Lênin é piegas demais, quando não são os anticomunistas demonizando o passado revolucionário da Rússia, são coisas como essas que o personalismo stalinista ou leninistas como queiram que escarnece de pessoas que romperam com a velha ordem czarista.
algumas películas se tornam verdadeiros documentos de uma era, mas essa é uma propaganda fraca e sem devido valor estético.