Les Chiens Savants

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Les Chiens Savants (1878)
Les Chiens Savants
Média do filme: 3.6 de 5 — baseado em 7 votos
MÉDIAFILMOW
3.6
7 Avaliações
Minha avaliação:
Salvando
Dirigido por Émile Reynaud
País de origem França 🇫🇷
Duração 1 min None

Dirigido por

Duração

1 minutos
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Sinopse

Praxinoscópio de um menino segurando um arco para dois cães treinados pularem. Série 1, número 8.

Gênero:
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Elenco

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As Novas Desventuras de Cliff Booth | Trailer Dublado

As Novas Desventuras de Cliff Booth

Comentários 2
amigos querem ver
victordamiao
Victor Damião
6 meses atrás

Antes de a animação aprender a contar histórias, ela precisou aprender um gesto ainda mais básico: fazer um desenho respirar. Les Chiens Savants (Os Cães Inteligentes), uma das pequenas vinhetas criadas por Émile Reynaud para o praxinoscópio, é exatamente isso — não um “filme” no sentido posterior do termo, mas uma demonstração elegante de que movimento podia ser construído à mão, quadro a quadro, com clareza suficiente para provocar encanto imediato.

O praxinoscópio, patenteado por Reynaud em 1877 (e descrito, frequentemente, como um aprimoramento do zootrópio), substitui a visão através de fendas por um conjunto de espelhos internos que estabiliza a imagem e torna o movimento menos tremido, mais “limpo”, mais contínuo aos olhos. É um detalhe técnico que muda tudo, porque desloca a animação do truque incômodo para um tipo de prazer visual mais fluido — quase hipnótico. E é dentro desse regime de visão que Les Chiens Savants funciona: como um loop curto, meticulosamente calculado para que o cérebro complete o movimento e sinta a graça do ciclo.

O tema é simples e, por isso mesmo, perfeito: cães executando um número “educado”, circense, com começo-meio-fim sugeridos dentro de poucos quadros. Um menino segurando um arco para que os cães saltem através dele — um micro-espetáculo que cabe na lógica do aparelho e do loop. Reynaud escolhe algo que não exige profundidade de campo, cenário complexo ou continuidade dramática; exige apenas o essencial: pose, ritmo, clareza de silhueta. A animação nasce, aqui, como coreografia.

O que surpreende, mesmo hoje, não é a sofisticação do desenho (que é, naturalmente, rudimentar para padrões contemporâneos), mas a inteligência do recorte: Reynaud entende que o encanto do movimento está menos no excesso de quadros e mais na economia expressiva. Um salto, uma repetição, um retorno ao ponto inicial — e o olho aceita, com uma espécie de alegria automática, a vida que se produz do papel.

Há algo de revelador no fato de Les Chiens Savants sobreviver, no imaginário, como “um dos primeiros desenhos animados”. Parte disso é justo: ele é, de fato, um passo decisivo na genealogia da animação, e integra séries inteiras que Reynaud criou entre 1877 e 1879 para o praxinoscópio. Mas a importância maior talvez esteja em outra camada: ele expõe como a animação nasce não do cinema industrial, mas do brinquedo, da curiosidade óptica, do prazer doméstico e científico de enganar o olho com método.

E quando lembramos que Reynaud, mais tarde, seria responsável por formas ainda mais ambiciosas de animação projetada (as Pantomimes Lumineuses, no início dos anos 1890), esse pequeno loop ganha uma força de prólogo: é uma miniatura onde já existe a ideia central — desenhar o tempo.

Ver Les Chiens Savants hoje é aceitar uma escala diferente de exigência crítica. Não se trata de perguntar “qual é a história?”, e sim “qual é o efeito?” — e o efeito é claro: a animação como arte do mínimo, como prova de conceito que ainda contém, em embrião, toda uma linguagem. Um número rápido de cães treinados pode parecer apenas gracioso; mas, na história das imagens, ele é o instante em que o desenho aprende a se mover com intenção.

hermit
Tales
2 anos atrás

Que bonitinhos os cachorrinhos pulando

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