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Uma mulher não consegue escolher apenas um entre seus três amantes, que tentam reeducá-la como uma mulher deve ser numa sociedade patriarcal: dócil e submissa às vontades de um homem. Ela, porém, não vê imoralidade no seu modo de conduzir seus relacionamentos e prefere sua independência à sujeição ao mundo masculino.
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Esse é meu terceiro Ferreri (depois dos bons La Cagna e L'ultima Donna, e do excelente Storie di Ordinaria Follia). Com Carroll Baker (Il Coltello di Ghiaccio / Il Fiore dai Petali D'acciaio). Bons cenários. Boa trilha. A Margherita. os 3 amantes (Gianni, Gaetano e Mike). O convite dela. A relação boa entre eles. O guepardo. O tal harém (toda uma encenação, mó viagem, haha). A mãe do Gaetano, haha. As pílulas. Fala sobre o machismo e a mulher independente. Mas o filme é meio lento (em alguns momentos chega a ser tedioso) e, apesar da situação bastante inusitada, quase nada de interessante acontece... Do meio pro final chega a ser surreal. Final louco e inesperado. Enfim... Achei mais ou menos (até o momento, esse é o filme que eu menos gostei do diretor italiano).
Começa lento, suave como uma pornochanchada sem pretensão. Avança e se transforma em uma crítica social ao papel da mulher na sociedade e, finalmente, em uma queda vertiginosa o show de horrores começa: impressionante análise sobre a destruição do feminino em uma sociedade horrenda. Ferreri é sempre surpreendente!