É incrível o quanto o diretor João Batista de Andrade é assertivo em suas intervenções sobre o Jornalismo: iniciar com o ponto de vista que alguém que trabalha como jornaleiro e encerrar om o depoimento de alguém que não pode comprar jornais e lê apenas o que vê estendido nas bancas é uma demonstração mui efetiva da precisão de um dos depoentes, que delibera que "a melhor maneira de conquistar um País é dominando primeiro a opinião pública". A ameaça contra a própria segurança dos realizadores do filme, ao desfecho não fora casual: filme-militante de primeiríssima instância! (WPC>)
Brilhante. João Batista parece buscar inspiração na Escola de Frankfurt pra perceber como o discurso das elites de enraíza na chamada "opinião pública" e, assim, consegue propagar seus interesses e neutralizar as formas de resistência. O "popular" é algo majoritariamente construído. Quando o diretor se livra de uma estrutura solidificada e do distanciamento entre ele e seu objeto, a forma do filme passa a refletir suas intenções: mostrar como, apesar de muito presente, o discurso das elites é vulnerável no plano popular, que subverte, transforma em piada, em gozo, em novas formas de pensar baseadas na vivência. Amém.
É incrível o quanto o diretor João Batista de Andrade é assertivo em suas intervenções sobre o Jornalismo: iniciar com o ponto de vista que alguém que trabalha como jornaleiro e encerrar om o depoimento de alguém que não pode comprar jornais e lê apenas o que vê estendido nas bancas é uma demonstração mui efetiva da precisão de um dos depoentes, que delibera que "a melhor maneira de conquistar um País é dominando primeiro a opinião pública". A ameaça contra a própria segurança dos realizadores do filme, ao desfecho não fora casual: filme-militante de primeiríssima instância! (WPC>)
Brilhante. João Batista parece buscar inspiração na Escola de Frankfurt pra perceber como o discurso das elites de enraíza na chamada "opinião pública" e, assim, consegue propagar seus interesses e neutralizar as formas de resistência. O "popular" é algo majoritariamente construído. Quando o diretor se livra de uma estrutura solidificada e do distanciamento entre ele e seu objeto, a forma do filme passa a refletir suas intenções: mostrar como, apesar de muito presente, o discurso das elites é vulnerável no plano popular, que subverte, transforma em piada, em gozo, em novas formas de pensar baseadas na vivência. Amém.
Ousado.