Em Bijlmer, bairro multiétnico de Amsterdã, cada cultura tem seus próprios rituais relacionados à morte. Anita gerencia uma agência funerária e precisa garantir que essas práticas e cerimônias sejam respeitadas. No entanto, quanto mais se aprofunda nesse universo, mais ela percebe o quão pouco sabe sobre as diferentes culturas locais. Anita, então, passa a se questionar se a casa funerária, que reúne essa diversidade cultural sob o mesmo teto, atende às necessidades do bairro ou é apenas um empreendimento que espera conquistar espaço nesse mercado.
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Adentrei a sessão sem ler a sinopse e pensei que deparar-me-ia com uma obra sobre os enfrentamentos da COVID-19 ou algo assim. Ao invés disso, o que foi ofertado-me foi um documentário realizado antes da pandemia, em que o verbo titular seria melhor traduzido como "negociando", no sentido de que a abordagem aqui é direcionada à investigação da assimilação capitalista do luto. As seqüências indisfarçadas de xenofobia são abundantes e, no início, nutrimos antipatia pela programadamente simpática empresária Anita Van Loon, que vai sendo humanizada nalguma medida (o que a sua classe social privilegiada e egocêntrica permite, ao menos). O que o diretor conseguiu mostrar impressionou-me bastante. A montagem é muito boa. E o desfecho possui algo de desalentador, sobretudo numa comparação pessoal: antes da quarentena, participei de uma entrevista de emprego num lugar onde vendia-se planos funerários. O que vi e ouvi nesse dia aparece da pior maneira neste filme. Adorei, portanto! (WPC>)