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Data de lançamento
24 Abril 2017Duração
Little Boy Blue, minissérie que adapta um caso real ocorrido em 2007.
Com roteiro de Jeff Pope (Cilla, The Widower, Cradle to Grave), a minissérie apresenta a história de Melanie (Sinead Keenan, de Being Human, London Irish) e Steve Jones (Brian F. O’Byrne, de Aquarius, The Last Ship), que são surpreendidos com o assassinato de seu filho de onze anos, Rhys, morto quando passava por um estacionamento após o treino de futebol.
As investigações, lideradas pelo detetive Dave Kelly (Stephen Graham, de This Is England, Boardwalk Empire, The Secret Agent), levaram à captura de vários suspeitos, membros de uma gangue local.
A minissérie pretende apresentar a forma como os Jones lidaram com a perda do filho, bem como com a cobertura da mídia sobre o caso e sua relação com a comunidade.
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Marília Mendonça: Sentimento Louco
Imagino que produzir uma história sobre o assassinato de uma criança de 11 anos, a intenção era chegar em um nível alto de drama. A história sendo real, deveria ser uma obrigação. Mas não conseguiram. Não por falta de atuação.
Tenho a impressão que se a produção desse continuidade à proposta das primeiras cenas, de acompanhar a mãe, quase como se fosse em primeira pessoa, sem enquadramento, sem foco, conseguiria dar o apoio necessário à atuação de Sinead Keenan que encarou muito bem as dores que recai sobre a mãe.
Mas, se a falta de drama advém da produção, até dá pra compreender. Não é o forte da Inglaterra. O cinema inglês não tem a dramaticidade na veia como outros europeus. Porém são pragmáticos e esse é o ponto forte da série. Ela é concisa e por isso, o pouco do drama que tem, não se perde em horas intermináveis de enrolação.
Outro drama britânico, mas bem drama mesmo. Os inglese sabem como fazer minissérie, hein?
As atuações tem uma carga dramática bem forte e impressionam, mesmo com um roteiro que deixa a desejar as vezes. A história é interessante, e esse formato de 4 episódios de 45 minutos cada, encaixa muito bem, dando tempo para a história fluir continuamente, sem apressar demais (apesar de ter vários saltos temporais) ou ter muita encheção de linguiça.
Me lembrou bastante Broadchurch, e até a excelente Three Girls desse ano. Vale a pena dar uma olhada!
Nota: 6/10