Últimas opiniões enviadas
Gostei muito dessa visão política mais assumida. Não necessariamente é um problema quando bem usado (que é o caso aqui), ainda mais quando esse tipo de thriller político que Andor é estabelece uma outra linguagem sem deixar de dialogar dentro do universo de Star Wars.
Gosto como a ''revolução'' ou rebelião contra o império é apresentada aqui como um processo, e é interessante demais retirar a individualidade desse processo que a série faz aqui. Até temos a figura de um mentor por trás de tudo, mas o esforço coletivo é símbolo dessa abordagem. Conversa bem com Rogue One e adiciona camadas mais complexas ainda ao não só trazer uma figura contraditória (Coisa que a franquia tem aos montes), mas fugir desse aspecto/arquétipo de herói/anti-herói, e apresentar um personagem que cruza uma linha brutal na primeira cena do primeiro episódio.
Temos uma boa virada lá pela metade, que nos faz lembrar até do já citado Rogue One, que nos deixa desprevenidos e incertos do que pode vir a seguir. Existe aqui um ótimo uso de clichês do thriller ao estabelecer novos arcos, mas que só ajudam a gerar mais e mais o sentimento de tensão crescente e de uma possível rebelião definitiva.
No geral, achei uma das coisas mais surpreendentes na franquia, e que se porta muito bem como série isolada ao abordar a temática política e a complexidade da situação para desenvolver seus personagens.
A minha temporada favorita até aqui. Interessante como que aos poucos ela vai evoluindo dentro do próprio formato. A própria mitologia vem como complementação em alguns episódios, e existe até um bom fio narrativo envolvendo Mordecai e Margaret. Apesar de vários episódios explorarem essa dinâmica, ela é progressiva, culminando num impressionante episódio final.
Agora, com muito mais episódios (39!), Quintel, Infantino e companhia, deram muito mais espaço para os personagens secundários. Num primeiro momento para o Benson, rendendo episódios muito interessantes, e depois para o musculoso, que acho que foi o mais abraçado pela equipe criativa. Ainda, meio que de forma tímida, começaram a explorar o Pairulito e Saltitão, revelando alguns detalhes não só sobre eles mas sobre o parque e sua organização.
A estrutura cômica é muito variada, desde aquele humor mais situacional e ''corriqueiro'', até às ótimas paródias de gêneros cinematográficos e uma enxurrada de divertidas referências. A série parece ter fôlego pra mais, e a terceira temporada, mais do que um amadurecimento da ideia da série e do desenvolvimento mais equilibrado, mostra um carinho criativo com o universo do parque e seus personagens.
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Bons filmes!
Equipe Filmow
A Night of Knowing Nothing (2021):
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(juntar os espaços)
Seja bem-vindo, Pablo!
A temporada começa muito bem, trazendo uma quebra com o final da primeira temporada e lançando dúvidas e surpresas logo de cara. Aquele começo com a personagem da V é bem promissor também, ela é o motor de uma nova dinâmica conflituosa entre os personagens. Mas não vai muito além disso, tudo fica bem diluído numa dramédia exagerada, sem muito impacto real nas personagens que conhecemos, no final das contas tudo volta à estaca zero para a personalidades das presas.
O destaque fica para os ótimos flashbacks da vida pregressa das personagens, gosto desse espaço que é deixado para escapar um pouco da claustrofobia da cadeia. Pena que alguns dilemas são um tanto rasos, mas são eficazes em construir um vínculo rápido.
No geral é uma temporada bem abaixo da primeira, mas ainda assim mantém uma certa regularidade.