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Data de lançamento
26 Abril 1954Duração
Durante o Japão feudal do século XVI, um velho samurai chamado Kambei (Takashi Shimura) é contratado para defender uma aldeia indefesa que é constantemente saqueada por bandidos. Contando com a ajuda de outros seis samurais, Kambei treina os moradores para resistirem à um novo ataque, que deve acontecer muito em breve.
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1. Trama
Durante algum tempo,Kurosawa,Hashimoto e Oguni fizeram um trabalho de pesquisa minucioso para criar o filme. Inicialmente o filme contaria apenas a história de seis samurais,mas depois de muitas discordâncias o trio decidiu por fechar nos sete mesmo. Kurosawa continuava contando grandes histórias do Japão e faz desse um dos seus filmes mais famosos e que inspirou muitos outros filmes após. Apesar das mais de três horas de duração,o filme consegue passar mais rápido do que deveria e dividido em três partes a trama fica ainda mais interessante. O famoso "gênero chanbara" nunca foi tão representado quanto aqui e diferente de alguns outros,não temos um filme extremamente violento,nada de sangue jorrando ou tripas atravessando por frente da câmera. Kurosawa consegue prender com muita facilidade sem esses elementos. O grande momento do filme,tirando as grandes sequências de ação e o ato final,com certeza é a chegada dos samurais na vila,tudo envolto de um silêncio ensurdecedor e olhares desconfiados,tudo isso e com uma fotografia lindíssima ao fundo faz essa sequência ser a mais fantástica do filme. A chuva consegue ser um personagem extra e toda vez que cai já prevê aquelas boas cenas de ação e ótimos diálogos. O filme traz alguns pequenos momentos de comicidade que não é muito exagerado,mas quebra aquela tensão gigante que os acontecimentos dos samurais cria e todas as piadas e humor físico diverte com muita facilidade.
2. Direção
Na primeira vez que assisti esse filme li uma notícia em que Kurosawa utilizou várias câmeras para filmar a sequência final e era algo inédito no cinema. Foi uma das cenas mais aguardadas por mim na época e ainda hoje me impressiono com tudo filmado. Existe alguns pequenos trechos mal editados,uns cortes bruscos,mas necessariamente bem feito.
Kurosawa exige tanto de seu elenco que fica visível em algumas cenas o desgaste de alguns do elenco. O filme teve que ser filmado em um curto período de neve e isso castigou ainda mais o elenco,toda manhã a neva cobria por inteiro os sets de filmagens e todo o elenco e produção tinha que esperar a neve ser derretida para prosseguir as gravações.
3. Elenco
A formação brilhante do elenco é a maior força do filme. Cada um com muita coisa a dizer,com fantasmas do passado ainda assombrando o presente e todos com alguma ira guardada. Temos do mais experiente ao mais ingênuo. Do mais sério ao mais extrovertido. E isso também é um dos maiores acertos do filme e faz com que o tempo passe ainda mais rápido.
4. Fotografia
Desde o início acompanhamos lindos cenários,lugares e construções. Temos nada mais,nada menos que Asakazu Nakai no comando de tudo. O diretor de fotografia era fiel escudeiro de Kurosawa onde fotografou 11 filmes do diretor.
5. Nota
Em 1954,"Os Sete Samurais" foi um estrondo na bilheteria,mas com todo seu sucesso ficou em segundo lugar,perdendo para "Godzilla". Até hoje continua sendo um dos grandes filmes de Kurosawa e sobre o gênero. O diretor só relembra que o tempo dos samurais acabou,mas em sua filmografia,estava apenas começando.
>Revisto em 16 de Outubro de 2026
Incrível. O filme é realmente tudo isso que dizem mesmo. Filmaço, absolut cinema.
Deveras longo, mas o tempo passa rápido de tão bom que o filme é.
Tanta sensibilidade nos mínimos deltalhes.
Mas achei que ficou devendo nas lutas samurais, no filme eles lutam como os camponeses, sem técnica e só dando facada pra tudo que é lado. Fora que, penso que pela carência de tecnologia da época, ficavam com dó de matar os bandidos.
Os Sete Samurais possui uma fotografia exuberante e altamente enriquecida devido ao preto e branco. Todo o roteiro e os personagens são apresentados e desenvolvidos sem nenhuma pressa, fazendo jus aos seus quase 210 minutos. Akira Kurosawa tem todo o cuidado com cada detalhe, deixando passar nada despercebido. A primeira parte mais morna é fundamental para o espectador conhecer cada personagem e até mesmo criar vínculo com os mesmos. Já na segunda metade as coisas são dinâmicas, culminando em ótimas batalhas.
**** (Ótimo)
Filme surpreendente! Levei dois dias para terminar o filme. A partir de 1h45 min senti o desenrolar da história e me prendi nele. É como ver um faroeste, só que ambientado numa cultura sem cadeiras de um povo que se senta no chão, há um pensamento organizado e realizado na prática em poucas palavras carregando uma sabedoria vivida do dia a dia. É um faroeste de espadas ao invés de pistolas e suas características bizarras na afetação dos personagens japoneses. Caricatos? Não sei. Já me disseram que até o cinema indiano há personagens afetados, que é considerado por eles uma boa atuação.
Visto no glorioso bluray da Versátil, lançado em 2016. Valeu a pena tê-lo comprado e deixado lacrado por todos estes anos. Assisti na hora certa.
12/06/2026.
Obra de arte.