Três dias de chuva em Buenos Aires. Alma e Roberto não se conhecem. Imersos em sua própria solidão, exilados ao desamparo da água, sobrevivem as suas próprias incertezas, medos e ausências. Alma se separou do homem com quem compartilhou nove anos de sua vida e Roberto voltou ao país depois de trinta anos de ausência. Nesta cidade desconhecida, não tem nada. Apenas um pai em coma com o qual não tem relação alguma e cujo apartamento precisa esvaziar. Em meio a um engarrafamento, a porta do carro de Alma se abre. Roberto entra. Alma, sem saber por que, o deixa entrar, sem suspeitar que este encontro modificará os próximos dias.
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Tem que se admitir uma coisa na inevitável comparação com o nosso cinema tupiniquim e os Hermanos argentinos:ao contrário daqui,que fica-se uma imprensão que os filmes nada +são uma extensão glamorasada da emissora plim-plim,ostentoso,posado e muito forçado.Enquanto lá na terra de Evita e Maradona ainda se faz um cinema +sensorial,legítimo,com uma sobriedade que por aqui se perdeu.Fita que agradará poucos devido sua despretensão.
direção e atuações impecáveis: a cadência é perfeita para o filme. e o título também.
MUITO CHATO
Filme propositalmente arrastado em termos narrativos, rolando em um ambiente úmido, frio e claustrofóbico (reparem que quase não tem cenas com paisagens amplas). Tudo para afirmar o caráter de melancolia, solidão e desamparo dos personagens. A história do Roberto ficou bem definida, mas a da Alma ficou muito rala. No frigir dos ovos, é um drama interessante.
Embora seja um pouco entediante, esse filme traz um roteiro interessante e uma boa fotografia. Acho que o que mais se sente é a agonia dos personagens, aquela sensação que o clima traz de melancolia. O fato de ser parado não atrapalha porque segue um cotidiano e uma fase da vida que quem assiste também participa.