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Duração
Após uma internação hospitalar, Britney segue numa viagem de carro onde o tempo se embaralha. Ao longo do trajeto, ela tenta compreender sua relação com as pessoas, com o afeto e com a própria corporalidade.
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Sincero e direto, mas também duro e agradecido, este curta-metragem parte de (e regressa como) uma experiência muito pessoal de ilida com traumas mancomunados, seja relacionados a maus tratos íntimos contra a protagonista real, seja no que tange ao que ocorre durante a sua internação/intubação por conta da COVID-19. No debate, compreendemos melhor algumas escolhas estético-discursivas, visto que a diretora aproveitou esta oportunidade para celebrar o acolhimento recebido no hospital, a despeito do caráter inicialmente "profissional" do mesmo. A explicação multifacetada para o titulo, após conversa com Isabelle Nassar - mencionada no debate - foi ótima. Há algo de incômodo no modo como a diretora expõe a si mesma, mas esta é a intenção, a de forçar empatia a partir do reconhecimento perceptivo da alteridade. Acho que se perde um pouco numa espécie de circunlóquio de autodescoberta identitária, mas esta é justamente uma de suas maiores forças. Merece ser reaveriguado a partir de observações (des)apreciativas alheias! (WPC>)