O que torna algumas pessoas assassinas e outros cidadãos pacíficos? O documentário sobre crimes reais, examina a psicologia de assassinos com base em pesquisas da psiquiatra forense, Dorothy Otnow Lewis. Ela mostra como o cérebro é afetado por traumas e dedicou sua vida a examinar a vida interior de pessoas violentas. Em seu trabalho, ela entrevistou serial killers como Ted Bundy, Arthur Shawcross e Joel Rifkin, entre outros.
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Ela me convenceu! A pessoa não nasce ruim! Ela se torna!
Para quem gosta do tema " porque os assassinos se tornam assassinos" o documentário é interessante. A psiquiatra é maravilhosa.
No entanto, o título em português é tenebroso
Fantástico! Uma das coisas que eu mais admiro numa mulher é sua inteligência, e nesse caso, além de ser inteligente é carismática, essa psiquiatra era muito corajosa por ficar cara a cara com esses assassinos.
Comecei o documentário com uma opinião, e no final, com outra. Muito bom.
Gosto do assunto mas achei o documentário ruim.
É, doutora, acho que estou no time dos menos dispostos a perdoar.
Esse assunto me chama muita atenção desde que li o livro “Conte-me seus sonhos”, de Sidney Sheldon, quando ainda era adolescente. Tem sim que ser muito estudado e falado. É muito triste (e incrível também!) do “porque” acontece… mas ficar triste por assassino, esse tipo de empatia acho que não tenho tanta. Não consigo ter a menor empatia por Ted, por exemplo.
“Quando eu ouvi isso, eu pensei que todos os avanços que nós fizemos no que diz respeito à humanização se perderam. Barr me deixa perplexa. Essas cinco pessoas… se, de fato, elas cometeram crimes grotescos… sabemos que os mais perturbados, os mais psicóticos, os assassinos com maiores danos cerebrais, são os que cometem os atos mais bizarros e horrendos. Então, ele selecionou os mais doentes para executar. Não sei se chegamos tão longe como nós imaginamos. Sinto que todo o trabalho que eu fiz, que Dick Burr fez, nesse momento, foi tudo para o lixo. Como se tivéssemos voltado à Idade Média. Lembro que uma vez alguém me perguntou: “Quando você vê num filme ou lê num livro sobre uma bruxa sendo queimada, você está assistindo ou você é a bruxa?” Eu sou sempre a bruxa. Penso nessa imagem horrível e nas chamas ao meu redor, e me pergunto como alguém pode fazer isso com outra pessoa. É chocante e fascinante ao mesmo tempo. Isso me lembra de uma visita ao corredor da morte. Primeiro, nos levaram à área onde os visitantes observam. Depois, nos levaram à sala de execuções. Havia uma cadeira de madeira com cintos de couro. Eu me imaginei sentada nela. Ted Bundy, Johnny Garrett, Marie Moore, Jonathan, eu… Qualquer um de nós poderia se tornar assassino? Qualquer um no mundo poderia se tornar assassino? Acho que sim. Os assassinos se fazem, não nascem assim. Quanto mais entendemos sobre a origem da violência, mais difícil é traçar uma linha entre culpa e inocência, sanidade e insanidade. Nós, humanos, lutamos para lidar com a necessidade de proteção, desejo de vingança, a decência e a moralidade. Mas entender, às vezes, significa perdoar. As pessoas não estão muito dispostas a perdoar hoje em dia. Talvez Ted Bundy tivesse razão. Todos temos mais curiosidade pelo que o assassino fez, pelos detalhes sangrentos do crime, do que pelo motivo do crime. É o ato do assassino que nos fascina e estimula o nosso próprio sistema límbico. Por isso as pessoas brigam para presenciar as execuções. Será por isso, em parte, que eu faço o trabalho que faço? Talvez. Eu não me surpreenderia.”